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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Além da manjedoura

Publicação: 08 de Novembro de 2011 às 00:00
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Yuno Silva - repórter O enredo de um Auto natalino, de modo geral, transita em torno de Maria e José - tendo como ápice o nascimento de Jesus e como pano de fundo a narrativa religiosa do ponto de vista católico cristão. Na prática, trata-se de um recorte histórico que procura traduzir dos evangelhos o encontro entre os dois personagens, a concepção divina e a peregrinação em busca de um abrigo seguro para o parto. Apesar das várias formas de abordagem, onde a liberdade artística e a premissa do Brasil ser um estado laico conferiram um perfil ecumênico à encenação, o foco sempre se "manteve" na órbita dos protagonistas - mas, este ano, o auto não segue o curso natural.
Marcelo BarrosoTexto do Auto do Natal ganha tom mais religioso na figura de Jesus Cristo. Com direção de Diana Fontes, evento acontece de 21 a 25 de dezembro, no largo Dom Bosco.Texto do Auto do Natal ganha tom mais religioso na figura de Jesus Cristo. Com direção de Diana Fontes, evento acontece de 21 a 25 de dezembro, no largo Dom Bosco.
O verbo "manter", conjugado no passado, passa a fazer sentido com a nova roupagem dada à dramaturgia, onde a figura de Jesus Cristo e as referências de que a montagem retrata o nascimento do "Salvador" terá maior ênfase dentro do roteiro, ou seja, Maria mãe de Jesus perderá espaço para o próprio filho que ainda estará por nascer. Com direção de Diana Fontes, que pela segunda vez seguida assume as rédeas da produção, e texto de Edson Soares, que este ano servirá pela terceira vez consecutiva como base da dramaturgia, a 14ª edição do Auto reflete nítida interferência religiosa sobre o espetáculo a ser encenado dias 21, 22, 23 e 25 de dezembro no largo Dom Bosco, Ribeira. "Faremos alguns ajustes no texto, mas a essência da história permanecerá a mesma", garantiu Edson Soares. A inserção mais ostensiva de Jesus Cristo no enredo servirá "para agradar gregos e troianos", disse o autor do texto, que foi buscar informações tanto nos evangelhos oficiais como nos oficiosos (apócrifos). "Houve uma fusão entre a tradição religiosa e as tradições oral, folclórica e popular sobre a natividade. Durante a conversa com a reportagem do VIVER, Soares afirmou que, ao contrário do foi especulado, não houve publicação no Diário Oficial do Município atrelando a direção de Diana Fontes e seu texto à montagem do Auto: "Isso é absurdo, nunca existiu. Inclusive eu incentivo essa alternância de autores". Segundo Edson Soares, o que houve foi o seguinte: "No primeiro ano chegaram a ensaiar a abertura de um edital público no intuito de receber propostas para o texto do Auto. Não deu certo por uma série de questões, também faltou tempo hábil para articular outra opção, e meu texto acabou sendo encenado. No ano seguinte (2010), com a mudança na direção da Capitania das Artes, mais uma vez o edital não foi posto em prática. E este ano, Diana Fontes sinalizou que gostaria de repetir a montagem para colocar em prática alguns detalhes que não funcionaram na edição passada", esclareceu Soares. Consultada, a diretora Diana Fontes confirmou à TN o convite recebido da prefeita Micarla de Sousa para reencenar o Auto. "De fato será o mesmo texto, mas teremos algumas adaptações, até por que o espetáculo será apresentado em um local bem menor", disse Fontes, adiantando que duas novas partes serão incorporadas "no início e no fim da montagem". Ela informou que o palco montado no Estádio Machadão em 2010 tinha 44 metros quadrados, e que este ano, na Ribeira, serão apenas 24. Um dos fatores que incentivaram Diana a aceitar a missão de redimensionar o Auto de Natal foi o resultado de uma pesquisa de opinião que apontou "aprovação do público", lembrou a diretora, para quem a mudança na abordagem "é uma maneira de contemplar a diversidade religiosa". Figurinos serão reaproveitados em novas peças Faltando pouco mais de um mês para a encenação do Auto de Natal, a equipe de produção começa se movimentar para fechar elenco e agendar ensaios. Mas o trabalho das costureiras, que deverão reaproveitar o figurino utilizado em 2010, será intensificado a partir desta semana. De hoje para amanhã, todo o material que chegou a ser dado como desaparecido na semana passada, será transferido para a oficina montada no Teatro Sandoval Wanderley, Alecrim. "O figurino sempre esteve na Funcarte", afirmou João Maria de Souza, chefe do setor de Patrimônio e Serviços da Capitania das Artes. "Quando chegamos, em março deste ano, estava tudo sujo e espalhado. Mandamos lavar e guardamos no depósito. Inclusive, temos material de 2009", informou ele à reportagem da TN. Segundo João, a polêmica do sumiço foi gerada por pura falta de comunicação interna: quando as costureiras vieram procuram o figurino, não tiveram notícia nem ninguém da instituição soube informar de quem era a responsabilidade. O que as costureiras encontraram, no local indicado onde estaria o figurino, foi um amontoado de sacos com papel picado que havia sido utilizado na montagem de uma exposição de papel machê. "Em nenhum momento vieram me procurar", retrucou João Maria. Com o "mistério" dos figurinos esclarecido, o chefe do setor de Patrimônio foi questionado sobre o material audiovisual encostado há mais de um ano em um dos depósitos da Funcarte - são dois no prédio. "Faltava acertar pagamento e chegar dois equipamentos (projetores). Ainda em novembro queremos colocar a ilha de edição, as câmeras e o equipamento de áudio para funcionar", garantiu Souza, informando que o débito de R$ 108 mil referente a aquisição do equipamento foi parcelado. O chefe do setor de Artes Integradas da Funcarte, Marcos Sá, adiantou que "logo estará recebendo propostas para utilização desses equipamentos".

domingo, 6 de novembro de 2011

JOAQUIMTUR DIZ:Mudança no trânsito de NOVA PARNAMIRIM, começam HOJE dia 07/11, FIQUEM ATENTOS!!!

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http://tribunadonorte.com.br/noticia/nova-parnamirim-acesso-alterado/202026

terça-feira, 25 de outubro de 2011

JOAQUIMTUR DIA: Parabéns Bairro do Alecrim!!!

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Alecrim: Cem anos de muito burburinho



Publicação: 21 de Outubro de 2011 às 00:00


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O terceiro bairro mais antigo de Natal, o Alecrim, está completando 100 anos e tem o mês de outubro dedicado a uma programação comemorativa - com direito a bolo gigante. O projeto Centenário do Alecrim é um projeto elaborado entre a Associação de Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Faculdade Estácio de Natal, Rotary Clube Alecrim e prefeitura municipal. Até o fim do mês, várias ações serão realizadas no bairro, entre lazer, cultura, esporte, educação, e gestão de negócios.


Aldair DantasBairro do Alecrim vai receber shows e festas durante o mêsBairro do Alecrim vai receber shows e festas durante o mês
Hoje (sexta), a programação começa às 18h, com palco armado entre as avenidas Amaro Barreto e Gentil Ferreira, no centro comercial e ativo do local. Será inaugurado o novo relógio (vindo da Alemanha) do Alecrim, um dos mais conhecidos símbolos do bairro. Às 18h30 ocorrerá a abertura do Alecrim Fest, com apresentações de artistas potiguares: Orquestra Talento, Balé Popular, Os Mulekes, e a cantora Thabata Medeiros.

O sábado pela manhã será o momento que promete causar grande agitação: às 9h30, haverá um grande parabéns cantado para o bairro, e logo após será cortado o bolo de 100 metros, um oferecimento dos empresários do Alecrim. Antes, às 8h, serão iniciados os trabalhos do Natal em Ação, uma série de serviços para a comunidade, além de um ato ecumênico. Às 18h recomeçará nova rodada de shows do Alecrim Fest, com artistas locais. No domingo, terá missa campal no largo do relógio.

À tarde, tem shows musicais de grupos surgidos no bairros, das 14 até 0h30: Folia de Rua e Resistência da Lata; N´Gueto; Pagode Nova Sensação; Muvucão da Bahia; Galvão Filho e Banda; Roda de Bamba; Humanos Por Acaso; Arroxé; Deixe de Brincadeira; Rastafeeling.

A programação comemorativa ao Centenário do Alecrim vai continuar na próxima semana, no dia 30, com um circuito histórico que terá partida da Praça Dom Pedro II com chegada na Praça Gentil Ferreira, a partir das 7h30. E no dia 31, haverá, às 17h, uma cerimônia de tombamento e entrega da reforma do Cemitério do Alecrim - que é mais antigo que o próprio bairro, com 155 anos.

domingo, 23 de outubro de 2011

JOAQUIMTUR DIZ: "Eu simplesmente Adoro conversar na calçada com meus vizinhos!!!"

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A antiga conversa de calçada ainda resiste ao tempo

Publicação: 23 de Outubro de 2011 às 00:00
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Valdir Julião - repórter

O cenário é quase o mesmo, a rua pode ser qualquer uma, mas a chamada "conversa de calçada", com pessoas sentadas no meio-fio ou numa cadeira, inclusive de balanço, é um hábito persistente em Natal, principalmente nos bairros mais afastados dos centro e onde, ainda, prevalecem as residências do tipo horizontal e arquitetura de um só pavimento.

Aldair DantasAs vizinhas Francisca, Margarida e Maria se reúnem regularmente para colocar a conversa em diaAs vizinhas Francisca, Margarida e Maria se reúnem regularmente para colocar a conversa em dia
Uma das características dos bairros em que os moradores continuam a cultuar esse costume é o fato de que o casario é conjugado, dividido "parede e meia" entre uma casa e outra, como se diz no interior. Caso típico das Quintas, bairro da Zona Oeste de Natal: na residência de número 956 da rua Baraúnas todas as tardes é assim, as três amigas Francisca Morais, 60 anos; Margarida Fernandes de Assis, 58 e Maria das Neves de Lima, 62, reúnem-se para bater papo "e jogar conversa fora", como insinuou uma delas.

Dona Maria das Neves diz que é divorciada e hoje morava sozinha, "perto da caixa d'água da avenida 6". De lá, contou ela, saiu por cauda da violência e da criminalidade "e o pessoal vive com medo de assalto".

Agora, ela passou a morar na rua Baraúnas, depois que a amiga Francisca Morais conseguiu uma casa que pudesse alugar: "Estou aqui há 15 dias, na outra rua ninguém podia colocar uma cadeira na calçada".

Dona Francisca Morais disse que "mora há 48 anos no pedaço", oriunda de Santa Cruz do Inharé, "de onde saiu com 13 anos para não levar uma surra da mãe", com uma trupe de ciganos. "Voltei com 17 e ainda levei a surra".

Para Francisca Morais, a Baraúnas é uma rua "calma e tranquila", apesar da proximidade da feira do "Carrasco" que ocorre toda quarta-feira. "Moro aqui há 11 anos e nunca vi nada".

Outra amiga, Margarida de Assis, diz que seu marido é muito bom, não importuna com ela. "Casei aos 14 anos", comentou ela, mas já avisando para os filhos que no dia que alcançar a aposentadoria, vai viver andando.

Ela conta que mora em outra rua nas Quintas, mas admite que "quase todo dia" vai à casa de dona Francisca Morais. "Só falta ter tempo", brinca ela, para explicar que ao anoitecer chegam outros parentes, genro e amigos. "Tem dia que a gente põe as cadeiras para dentro de uma hora da manhã".

A chance de o trio ficar desfalcado, não é tão remota, porque Maria das Neves cogita de abrir "um churrasquinho" no outro lado da calçada da rua Baraúnas, para complementar a renda.

Enquanto isso não ocorre, dona Francisca Morais diz que o bate papo vai prosseguir. "A gente conversa de tudo, política, pagode, seresta, o papo é legal, saí até macumba, não dá depressão na gente, fica tudo 'magiclic'", disse ela, abrindo uma gargalhada.

Em Felipe Camarão, o aposentado José Silvério Sobrinho diz que veio de Jardim de Piranhas, na região do Seridó, onde "também tinha o costume de conversar na calçada".

Residente da rua Nossa Senhora do Rosário, 48, José Silvério disse que a rua é tranquila e "nunca houve confusão por aqui". A esposa Raimunda Fernandes da Silva disse que "Tem dia que a gente entra em casa de 22 horas".

Hábito surgiu na zona rural e ganhou as áreas urbanas

Mesmo com o aumento de problemas inerentes a uma cidade em crescimento, o professor do Departamento de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Márcio Moraes Valença, diz "algumas coisas mudam, mas nem tudo".

Daí, Márcio Valença avalia que o costume das pessoas conversarem em calçadas, a partir do entardecer e entrando pela noite, deverá perdurar por muito tempo em Natal.

Valença disse que essa característica é bastante comum dos bairros onde não existe muita verticalização, como também é uma questão da cultura das pessoas, de também não levar pra dentro de sua casa, pessoas com quem ainda não conhece bem: "Só entram na sala os parentes, as pessoas mais próximas e que já ganharam uma certa intimidade".

Para as pessoas, continuou o professor, "se houver algum conflito é melhor se resolver na calçada do que dentro de sua casa".

O professor também disse que "vem do interior o hábito" das pessoas se socializarem na porta de casa, coisa que em outros bairros mais centrais da cidade, está deixando de ocorrer, por exemplo, em Petrópolis e Tirol, porque as residências estão dando ou já deram lugar a restaurantes, boutiques, consultórios médicos e outros tipos de negócios.

Segundo Valença, esse é tema muito amplo e complexo, que também tem influências de outros fatores, inclusive de políticas públicas na área habitacional. No caso de Natal, pelo menos ¹/³ dos conjuntos residenciais são horizontais, a maioria construído na época do Banco Nacional de Habitação (BNH), que foi extinto em meados dos anos 80.

Para o professor, essa coisa de conversa de calçada e na rua, é mais comum entre as pessoas de classe média pra baixo, embora atualmente a política habitacional do governo favoreça mais os conjuntos verticais de blocos de apartamento e dentro de uma faixa de renda específica. "Não não existem mais em Natal grandes glebas e de baixo valor", explicou ele, ao contrário de municípios vizinhos, onde ainda se constrói unidades habitacionais isoladas e do tipo horizontal.

Outro fator interessante, segundo Valença, é o adensamento de alguns bairros, como as Rocas, que favorecem que as pessoas saiam às calçadas para conversar. Em bairros como esse, afirmou ele, as pessoas constroem onde podem e o espaço para conversar "é la fora", na rua, onde o trânsito dos carros, em ruas estreitas, nem incomodam tanto.

Para ele, "a percepção do perigo" por causa da violência e da criminalidade também acaba afastando as pessoas dessa forma de se socializar, conversando na rua ou nas calçadas. Ainda assim, ele avalia que o costume vai continuar por muito tempo.

A antropóloga e professora da UFRN Julie Antoniette Cavignac afirmou que "o costume de se conversar na calçada é um hábito rural e que ganhou as cidades".

Segundo ela, o costume não veio só pela necessidade da socialização, mas porque era no final da tarde que, na propriedade rural, "era o momento que se acertava-se as coisas" entre os moradores e os donos de terras, dos sítios e fazendas. Por isso, acrescentou ela, essa reunião ocorria mais na casa principal, na sede da fazenda.

Julie Cavignac diz que, no caso de Natal, como se trata ainda de uma cidade pequena, o costume vai persistir por algum tempo, mesmo que em algumas áreas as pessoas estejam se afastando dos espaços urbanos, como as praças, em virtude "do temor da violência".

Ela também disse que esse hábito de "conversar na calçada" ainda é bem característico de Natal e que surpreende as pessoas de fora, que passam a residir aqui. Tanto é, continuou a professora, que é comum nos bares da cidade, a clientela preferir mesas e cadeiras que ficam nas calçadas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

JOAQUIMTUR DIZ: Catita: a boêmia voltou

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Publicação: 21 de Outubro de 2011 às 00:00
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O pandeiro, o tamborim e os cavaquinhos estão de volta à Ribeira. O espaço Buraco da Catita reabre as portas nesta sexta-feira, em nova fase, às 21h30. O local aproveitou o mês e meio de ausência da noite, para se adequar às exigências públicas, fazer pequenas modificações na estrutura, e batalhar por seu espaço entre os editais de apoio à cultura. A música é o que continua igual, com a qualidade de sempre.

Rodrigo SenaO mais movimentado calçadão da Ribeira recebe clientela de volta com show da banda Arquivo VivoO mais movimentado calçadão da Ribeira recebe clientela de volta com show da banda Arquivo Vivo
O Buraco da Catita só funcionará às sextas e sábados, a partir das 21h30. Hoje é noite tradicional do chorinho, com o grupo Catita Choro e Gafieira; o sábado será do samba de raiz, amanhã com o grupo Arquivo Vivo, a partir das 22h. Será cobrado uma entrada/couvert artístico de R$10. As bandas tocarão apenas no espaço interno. Um trecho do corredor ao lado do prédio foi liberado para o uso do chorinho - mas de um modo a não atrapalhar a circulação dos transeuntes. Entre as modificações do espaço, foi construído uma banheiro a mais para portadores de necessidades especiais.

"A ideia é que o Buraco da Catita se profissionalize cada vez mais suas estrutura para servir melhor", afirma Marcelo Tinoco, que junto com o músico Camilo Lemos fundou a Associação Buraco da Catita. "Estávamos fechados desde o final de agosto para nos adequarmos às condições da prefeitura. Queremos que o lugar tenha mais segurança para o cliente, e melhores serviços", diz. Segundo ele, com a associação, a Catita poderá recorrer a editais federais e estaduais, podendo no futuro expandir suas atividades da melhor forma. Marcelo é proprietário do prédio em que o projeto é realizado.

Serviço:

Buraco da Catita
sexta (chorinho) e sábado (samba), às 21h30. Entrada: R$10. Onde: Rua Câmara Cascudo, Ribeira.

domingo, 25 de setembro de 2011

JOAQUIMTUR DIZ: Grandes chefs brasileiros discutem Câmara Cascudo e celebram a “História da Alimentação no Brasil”

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A cozinha brasileira registrada pelo folclorista, pesquisador, etnógrafo e historiador Câmara Cascudo será o tema de seminário em São Paulo

Não gente, não é em Natal, infelizmente. Mas bem que poderia ter sido o tema do Festival Gastronômico no Agosto da Alegria…

Este será em São Paulo, entre 14 de outubro e 1º de dezembro, no SESC Carmo, com o tema “Pitadas de Sabores e Alimentos do Brasil”, que celebra a obra “História da Alimentação no Brasil”, de Luís Câmara Cascudo (1898-1986).

A programação busca evidenciar as características da formação da cozinha nacional com base nesse livro – considerado essencial para o entendimento da cultura alimentícia do país a partir das influências portuguesa, indígena e africana.

O Sesc Carmo, local que sedia o evento, fica na Rua do Carmo, 147 - Metrô Sé, São Paulo. Os ingressos custam R$ 5,00 a R$ 20,00. Informe pelo 011 3111-7000.

OS ENCONTROS

Em oito encontros, tutelados por chefs renomados e profissionais gabaritados, o público será convidado a conhecer os aspectos históricos, culturais e sociais encontrados por Cascudo durante o desenvolvimento de “História da Alimentação no Brasil”.

Serão bate-papos, degustações e apresentações com ênfase nos gostos, cheiros, toques, estéticas e sonoridades ligadas às particularidades do universo da alimentação brasileira.

Na abertura, sexta-feira, dia 14 de outubro, às 19h, a chef Carla Pernambuco, proprietária do restaurante Carlota, conduz “Juntando a Fome Com a Vontade de Comer”. Ela criará um prato baseado em “História da Alimentação no Brasil”, com ingredientes das culinárias indígena, portuguesa e africana. Antes, o especialista Pedro Vicente Costa Sobrinho, membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, e Daliana Cascudo, neta do autor, abordam as peculiaridades da obra de Cascudo.

Na semana seguinte, quinta-feira, dia 20, às 19h, é a vez de “Banquete dos Orixás”. A proposta é evidenciar a contribuição africana na formação da cozinha brasileira, tanto na utilização de ingredientes e modos de preparo quanto na criação de mitos e crendices.

A chef Tereza Paim, proprietária do restaurante Terreiro da Bahia, apresentará um prato elaborado com azeite de dendê e outros elementos africanos. Reginaldo Prandi contextualizará as influências africanas na alimentação brasileira.

Na quinta-feira, dia 27, às 19h, ocorre “Caciques do Brasil”. O professor de História da Gastronomia na Universidade Anhembi-Morumbi e Doutor em História, Ricardo Maranhão, aborda as influências indígenas na alimentação brasileira.

Um prato típico será elaborado e oferecido para degustação pelo Chef Ofir Oliveira, organizador do Festival Gastronômico Sabor Selvagem da Amazônia, que atua há mais de duas décadas na divulgação, valorização e resgate da culinária da Amazônia, a qual tem origem indígena com forte influência africana.

Em novembro, a programação tem início no dia 03, às 19h, com “Ora Pois!”. A historiadora Wanessa Asfora fala sobre a influência de alimentos portugueses no país. O nome do chef ainda não está confirmado.

Na quinta-feira, dia 10 de novembro, às 19h, é a vez de “Baião-de-Todos”. Paula Pinto e Silva, mestre e doutora em antropologia social pela USP e autora de “Farinha, Feijão e Carne Seca – Um Tripé Culinário no Brasil Colonial, fala sobre esses alimentos populares.

Já o chef Rodrigo Oliveira, do aclamado restaurante de comida nordestina Cozinha do Mocotó, criará um prato com farinha, feijão e carne seca.

Em “Rapadura é Doce, Mas Não é Mole Não”, dia 17, às 19h, André Boccato, jornalista especializado em gastronomia, professor de Antropologia da Alimentação na Universidade Estácio de Sá em São Paulo, falará sobre a alimentação no Brasil colônia, quando o país sofreu profundas transformações com a chegada do açúcar.

Morena Leite, formada pela Le Cordon Bleu em Paris e proprietária do restaurante Capim Santo em São Paulo, fará um prato com ênfase no ingrediente açúcar.

Na quinta-feira, dia 24 de novembro, às 18h, Daniela Narciso e Adriana Lucena — representando o Rio Grande do Norte — participam do encontro “Pimenta na Panela dos Outros é Tempero”.

A primeira é especialista em Administração Hoteleira pelo Senac e sommelier profissional formada pela ABS-SP. Ela abordará a presença constante da pimenta na dieta nacional, que já estava na preferência dos antepassados indígenas, negros e portugueses.

Já Adriana Lucena é membro da Comissão Brasileira da Arca do Gosto, é especialista em pimentas. Seu trabalho está baseado na harmonização de pimentas, desenvolvendo geleias e molhos. Ela criará um prato baseado nesse condimento.

A programação acaba no dia 01 de dezembro, quinta, às 18h, com “Por Cima do Leite Não Há Fruta que Deleite”. Douglas Bello, que há 11 anos criou o Projeto Sítio do Bello, realiza bate-papo sobre as frutas preferidas pelos brasileiros.

Depois, Flávio Federico, conhecido pelo uso de técnicas de alta confeitaria na criação de doces com ingredientes brasileiros, conduz degustação de jenipapo, uvaia, cambuci, umbu, goiaba, araçá e buriti

O evento contará também com as atividades seguintes atividades:

Exposição:

Viagens de Câmara Cascudo – Um Cardápio do Brasil
Assim como fez Câmara Cascudo, viajando à África, em 1963, para colher informações sobre a alimentação do Brasil, a ideia é propor ao público uma viagem imaginária, com fotos de locais e elementos que fizeram parte de suas pesquisas. Fachada da unidade e elevadores.
De 14/10 a 30/12. Segunda a sexta, das 9h às 20h.

Ambientação:
Pitadas de Sabores e Alimentos do Brasil
Mostra fotográfica de pratos típicos da culinária nacional, com influências indígena, africana e portuguesa, além da diversidade de frutas, legumes, verduras e especiarias do solo brasileiro, destacando várias sensibilidades presentes na alimentação do Brasil. Restaurante 1 e Bar Café. Apoio do acervo fotográfico: Keystone.
De 14/10 a 30/12. Segunda a sexta, das 9h às 20h.

Show:

Intervenções Musicais
Músicas que remetem ao universo da cultura popular, mencionada na obra do pesquisador Câmara Cascudo em seu livro “História da Alimentação no Brasil”.
Dias 14, 20 e 27/10 Sextas e quintas, às 18h30. Hall do restaurante 1.


http://blog.tribunadonorte.com.br/aoponto/grandes-chefs-brasileiros-discutem-camara-cascudo-e-celebram-a-%E2%80%9Chistoria-da-alimentacao-no-brasil%E2%80%9D/49549

sábado, 24 de setembro de 2011

JOAQUIMTUR DIZ: Parque das Dunas: opções de lazer para toda família

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Publicação: 24 de Setembro de 2011 às 16:46
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Ar puro, muito verde, espaço para se divertir com a família e segurança. O Parque das Dunas continua a oferecer tudo isso para seus visitantes e é uma melhores opções de diversão em Natal. A programação da reserva de mata atlântica é extensa e promete agradar crianças e adultos. Veja o que o espaço oferece neste domingo:

PIQUENIQUE
Para aqueles que quiserem aproveitar a área de convivência e fazer um piquenique, a administração avisa que o espaço estará livre das 8h às 18h. É só convidar amigos e familiares e levar o lanche. Mas que não quiser ter trabalho fazendo a comida, também pode comprar as guloseimas vendidas na cantina ou apreciar o cardápio do restaurante.
Júnior SantosPiqueniques entre famílias e amigos também são constantes no localPiqueniques entre famílias e amigos também são constantes no local

TRILHAS
Os interessados em manter os hábitos saudáveis, vão ter a oportunidade de usufruir das trilhas, quatro por dia. Duas delas na parte da manhã (8h e 8h30) e duas à tarde (14h e 14h30). As inscrições são feitas de terça a domingo na direção e custam R$ 1. Mas aqueles que quiserem arriscar, devem ir até a diretoria para saber de possíveis desistências. O número mínimo por grupo é de cinco pessoas e o máximo de 25. Todos são acompanhados por guias e um policial militar da Companhia Independente de Proteção Ambiental (Cipam).
Júnior SantosAs trilhas também são atrações no Parque das DunasAs trilhas também são atrações no Parque das Dunas

CRIANÇAS
A programação infantil começa às 10h com a Oficina de Artes, na sala ao lado do monumento da Mãe Terra. Serão realizadas apresentações com fantoches numa encenação recheada de ensinamentos sobre o respeito a natureza. As crianças também vão poder exercitar a pintura com a mão e tinta guache. As monitoras ainda vão promover um momento divertido com mimicas, e incentivar os pequenos a identificarem os animais imitados. Essas atividades se encerram às 16h. Já das 13h às 17h, recreadores vão lembrar um pouco da história dos brinquedos, fazendo atividades com bolas, cordas e outros objetos.
Júnior SantosBrinquedos fazem a alegria das criançasBrinquedos fazem a alegria das crianças

DANÇA
No anfiteatro, das 16h às 17h30 dois monitores vão realizar uma oficina de dança de salão, voltada a adolescentes e adultos. É uma boa oportunidade para exercitar o corpo e aprender com profissionais qualificados a arte da dança.
Júnior SantosProgramação cultural é prestigiada tanto por pais quanto filhosProgramação cultural é prestigiada tanto por pais quanto filhos

PESQUISA
Das 8h às 18h estarão abertas as salas do Centro de Pesquisas, no qual uma bióloga vai mostrar a riqueza da flora e fauna encontradas no Parque das Dunas. A sala de exposição também fica aberta a visitação neste horário.
Júnior SantosCaminhar é um dos programas mais comuns no Parque das DunasCaminhar é um dos programas mais comuns no Parque das Dunas

ANIMAIS
A direção lembra aos visitantes que não alimentem os animais porque isso costuma trazer doenças aos bichos. E em caso de comemorações de aniversário, balões não são permitidos. No último ano, vários pássaros morreram após se alimentarem dos restos de balões deixados no local.
Júnior SantosCentro de pesquisa é aberto ao públicoCentro de pesquisa é aberto ao público

Serviço:
Parque das Dunas - Alexandrino de Alencar , Tirol
Horário de funcionamento: 8 às 18h
Valor de entrada : R$ 1
Funcionamento: de terça à domingo.