A professora Ângela Paiva Cruz, atual vice-reitora, e a professora Fátima Ximenes, diretora do Centro de Biociências, foram eleitas reitora e vice-reitora, respectivamente, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em pleito realizado na última quarta-feira, 10 de novembro. Do total de 34.080 votantes, a chapa Novas Conquistas obteve 65,68% dos votos, contra 34,31% para a chapa Um Novo Olhar, encabeçada pela professora Arlete Araújo.
A nova reitora da UFRN venceu nos três segmentos – professores, alunos e servidores técnico-administrativos. De acordo com o atual reitor, Ivonildo Rêgo, a escolha feita pela UFRN representa a opção pela continuidade dos projetos de sua gestão e a expectativa de novos avanços e crescimento da Instituição.
Eleita para o quadriênio 2011/2015, Ângela Paiva afirma que o resultado da eleição é reflexo da aprovação obtida na gestão Ivonildo/Ângela. “Obviamente me sinto feliz com o resultado e desde já agradeço aos professores, alunos e servidores que confiam em mim para gerir a Universidade por quatro anos. Quero dizer também que eles podem esperar a continuidade do trabalho da atual gestão e que novos avanços estão por vir”, disse.
Os nomes das professoras Ângela Paiva Cruz e Maria de Fátima Ximenes deverão compor
uma lista tríplice, que será elaborada pelo Conselho Universitário (CONSUNI), em reunião prevista para o próximo dia 30 de novembro. Esta lista será encaminhada para o Ministério da Educação, que homologará o nome da nova reitora.
A nova reitora tomará posse dia 30 de maio de 2011, quando termina o mandato o reitor Ivonildo Rêgo.
Disponível em: http://www.sistemas.ufrn.br/portalufrn/PT/noticia/4809334
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
JOAQUIMTUR PARABENIZA A PRIMEIRA REITORA DA UFRN - ÂNGELA PAIVA
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Joaquim Tur
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
JOAQUIMTUR PARABENIZA Pe.AERTON SALES, PELO SEU ANIVERSÁRIO!!!
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Pe.Aerton entrou para Seminário São Pedro em Nova Cruz/RN no ano 1988, ainda jovem com apenas 17 anos, afirma que não foi escolha pessoal e sim chamado de DEUS, em 1997 ordenado padre assumiu a paróquia de N.S da Penha em Monte Alegre/RN, onde atuou até 2003, após foi transferido para Paróquia de Santa Rita de Cássia , a mesma comprende os municípios de Santa Cruz, São Bento do Trairi e Japi, foi lá onde presenciou um sonho a ser realizado, juntamente com Tomba, ex- prefeito de Santa Cruz, hoje Deputado eleito na última eleição, a construção da maior Estátua Religiosa do Mundo, no Monte Carmelo, foi construída a imagem de Santa Rita de Cássia, Madrinha dos Sertões e das Causas Impossíveis!!!, após cumprir sua missão em Santa Cruz/RN, ficando na Paróquia até dezembro de 2009, onde foi nomeado Vigário Geral da Arquidiocese do Natal.
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Joaquim Tur
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A ARTE DE DORIAN GRAY CALDAS
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A sina de um veterano
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
Um homem à frente dos rótulos delimitadores da arte. Dorian Gray Caldas já pulou as trincheiras do pós-moderno com o vigor de um jovem de 80 anos. A mocidade contemporânea corre atrás de seus passos, sob o desdém do artista. Dorian pinta a contemporaneidade da alma e produz vida moderna em aquarelas, poemas e esculturas. É sina há 60 anos. Na noite de hoje, pontuações das várias fases artísticas de Dorian Gray estarão à mostra na inauguração da Galeria Projettare - concebida por um grupo de arquitetas -, a partir das 20h. A galeria está localizada na avenida Engenheiro Roberto Freire, 3080, Capim Macio. E ainda neste mês de setembro outras exposições do artista que inaugurou a arte moderna em Natal nos anos 50 irão acontecer.
Foto: D Luca/DN/D.A Press
Entrevista >> Dorian Gray Caldas
Vimos recentemente a falência da Anjo Azul. Natal ainda comporta galerias?
Quanto mais, melhor. A Anjo Azul se agigantou demais. O trabalho das pequenas galerias soma muito. Elas são dinâmicas, versáteis e cumprem a função de galeria.
A exposição trata das "várias fases" de Dorian?
São pontuações do meu trabalho. Recentemente fiz exposição na Pinacoteca. Estou fazendo uma pela NAC. Em 15 de setembro exponho no Museu Câmara Cascudo. E tenho agendada outra na Assembleia Legislativa, com a inauguração do painel sobre Clara Camarão e comemoração dos meus 60 anos de atividade.
O senhor se considera um artista contemporâneo?
Vou além desses rótulos modernistas. Cumpro minha missão como artista. Tenho minhas propostas e maneiras de ver as coisas. Vejo o que sou, não o que você vê. Criei identidade com minha cidade e meus prazeres. Acompanhei a contemporaneidade de Natal junto com outros artistas que fizeram essa contemporaneidade. Nos anos 50 éramos seis. Hoje são mais de 200 artistas. São artistas multimídia.
Já não há mais a influência da Belle Époque francesa...
Antigamente tínhamos a influência do impressionismo francês. Hoje há uma visão macro, pois a arte chega pelas mídias. O espírito artístico dos anos 50 era mais acanhado. Antes, nos anos 20, tinha Erasmo Xavier, que desenhava charges e caricaturas já com traços impressionistas. Mas não fez movimento artístico. Era uma visão mais da charge, aquém do que pedia a modernidade de 22. Di Cavalcanti começou fazendo charge e evoluiu à arte moderna. Ser moderno tem que corromper.
E qual a cor de Natal?
Essa coisa do tropicalismo - trazida por Gilberto Freyre e por nosso Cascudo -; essa diferenciação da cor local e universal é muito importante. A cor de Natal é diferente. O mar, os paredões das casas antigas, as fitas dos conguistas dos autos, os festivos dos brincantes do folclore dão matizes diferenciadas até dos sulistas. Nossas cores são mais tropicais.
Quem seria o destaque nas artes plásticas do RN hoje?
Fiz levantamento com mais de 200 modernistas para umdicionário. Muitos nasceram depois dos anos 50. São artistas de primeira linha que rivalizam em qualidade com qualquer artista do Sul ou do Norte. É uma arte capaz de figurar em qualquer calendário do Brasil ou exterior.
Mas Natal não consagra...
A cidade não consagra nem desconsagra ninguém, como disse Cascudo. Mas há condições para isso. Infelizmente, muitos artistas do RN são frustrados pela falta de mercado. Nossa cultura não está à altura de compreender o artista. São as variantes da atividade. Eu acreditei, continuei em Natal até por comodidade.
http://www.diariodenatal.com.br/2010/09/02/muito1_0.php
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Joaquim Tur
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Mestre CORNÉLIO CARPINA - NOMES DO RN
0 comentáriosEm 1954, o Mestre formou um grupo de dança com pessoas do bairro das Rocas, com o nome de Araruna Sociedade de Danças Antigas e Semi-Desaparecidas, única no Rio Grande do Norte com estatuto e sede própria; localizada na rua Miramar.
A Araruna nasceu a partir das tradicionais danças aristocráticas de salão, de origem européia, da valorização dos costumes da vida palaciana. Tudo ao estilo das danças aristocráticas brasileiras do século XIX. Mas, acabou misturando estilo de dança erudita como: a valsa, a polca, o xote, a mazurca (herança do colonizador português) e do estilo popular de caráter folclórico como: a dança do caranguejo, o bode, o besouro, a araruna.
Tudo acompanhado de sanfona e vários outros instrumentos. Os dançarinos não cantam. Os cavalheiros usam casaca e cartola. As damas, longos vestidos de saia rodada. O nome Araruna vem de um pássaro preto originário do Pará, que ao cantar pula de galho em galho executando uma espécie de bailado.
A dança Araruna, assim como as demais apresentadas pelo Grupo foi também objeto de pesquisa do folclorista Deífilo Gurgel, que declarou ao Diário de Natal: “O universo coreográfico do Rio Grande do Norte e dos outros estados brasileiros se divide em dois tipos: as danças folclóricas puras (no caso da Araruna e as outras danças apresentadas pelo Grupo) e o universo dos autos populares, com partes mais dramáticas, como é o caso do Boi, da Chegança, os Congos e Fandangos. No caso do Araruna, as danças estão divididas em duas características distintas, têm as mais clássicas, como é o caso da valsa, da polca e do xote e tem aquelas com nomes de pessoas e bichos, como as danças do Caranguejo, Besouro, Camaleão e Maria Rita, que são tipicamente folclóricas”.
Sobre a indumentária de casaca e cartola para os homens e vestidos longos para as mulheres, Deífilo Gurgel acredita que foi o próprio Grupo quem decidiu por esse fardamento mais clássico. “Eu não cheguei a presenciar essa época, mas sei que como eles se apresentavam em festas de São João na Roça, provavelmente a indumentária era caipira. Mas, depois quando organizaram o Grupo Araruna, eles decidiram por uma vestimenta mais clássica, da nobreza do século XIX, que tinha aquelas casacas e cartolas”, explicou o folclorista.
Na opinião do Deífilo, o Grupo Araruna é genuinamente potiguar. “Se existir algum outro Araruna no Brasil é imitação do nosso. Eu sei que existem danças de pares no Rio Grande do Sul. Agora, são pára-folclóricas já que são dançadas por universitários, estudantes. O nosso grupo é gente do povo, é cambista, marceneiro, pescador, profissões humildes. Alguns deles, inclusive, no começo até analfabetos eram, o que caracteriza um folclore autêntico”, disse.
* No dia 13 de agosto de 2008, aos 99 anos, morre de parada cardíaca o Mestre Cornélio Carpina, perda lastimável para todos norteriograndenses, nesta foto de Arminstrong Stúdio, foi feita em frente ao Memorial Câmara Cascudo no dia do folclore de 2004, recordar é viver..., ser fotografado ao lado do mestre, foi uma emoção indescritível e ainda participei das danças com o grupo Araruna em frrente ao Memorial, ficou na história pra mim e para completar à noite no Zás Traz(Hanna Sfaiel e familia), foi lançado o primeiro site de Turismo Pedagógico, Cultural e Religioso em companhia de minha familia, amigos de diversos estabelecimentos de Ensino de Natal e membros da família do Grande Folclorista, Luís da Câmara Cascudo, tendo Anna Maria Cascudo Barreto como madrinha da JOAQUIMTUR, sem dúvida foi um DIA ESPECIAL , Joaquim Jr.
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Joaquim Tur
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04:50
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Maria de Oliveira Barros ou simplesmente MARIA BOA !!!(NOMES DO RN)
0 comentáriosA Primeira Dama de Natal
(José Correia Torres Neto *)
Natal, década de 40 - A cidade fervilhava de militares americanos e brasileiros. Aviões, hidroaviões, Catalinas e Jeeps patrulhavam a vida dos natalenses.
Instalava-se na cidade a paraibana de Campina Grande, Maria de Oliveira Barros (24/06/1920 - 22/07/1997). Começava neste ínterim a história da mais conhecida casa de tolerância do estado (do país ou do mundo?).
Entre as movimentações na Ribeira, nas pedidas de Cuba Libre no saguão do Grande Hotel, nas notícias pelas Bocas de Ferro, na Marmita, em Getúlio e em Roosevelt e na nova geração de meio americanos e meio brasileiros, lá estava Maria Barros enaltecendo-se na Cidade do Natal como a proprietária do melhor (ou maior) cabaré.
Tornou-se conhecida como Maria Boa. Mesmo com pouco estudo ela despertou o gosto por música, cinema e leitura. O seu "estabelecimento" era o refúgio aos homens da cidade, com residência fixa ou, simplesmente, por passagem por Natal e servia de referência geográfica na cidade.
Jovens, militares e figurões acolhiam-se envoltos as carnes mornas das meninas de Maria Boa. Muitas mães de família tiveram que amargar, em silêncio, a presença de Maria Boa no imaginário de seus maridos em uma época de evidente repressão sexual.
Vários fatos envolveram a personagem. Um episódio muito comentado foi a pintura realizada pelos militares em um avião B-25. Um dos mais famosos aviões da 2a Guerra Mundial, os B-25 eram identificadas com cores características de cada Base Aérea. Os anéis de velocidade das máquinas voadoras da Base Aérea de Salvador eram pintados com a cor verde. Os aviões de Recife, com a cor vermelha, e os de Fortaleza, com a cor azul. Para a Base de Natal foi convencionada a cor amarela. Os responsáveis pela manutenção dos aviões em Natal imaginaram também que deviam ser pintados no nariz do avião, ao lado esquerdo da fuselagem junto ao número de matricula, desenhos artísticos de mulheres em trajes de praia. Autorizada pelo Parque de Aeronáutica de São Paulo, a idéia foi colocada em prática. Pouco tempo depois, os B-25 de Natal surgiram na pista com caricaturas femininas e alguns até com nomes de mulheres. Alguns militares da Base escolheram o B-25 (5079), cujo desenho se aproximava mais da imagem de Maria Barros. Outras aeronaves também receberam nomes como "Amigo da Onça" e "Nega Maluca".
Quem custou a acreditar neste fato foi a própria Maria. Até que alguns tenentes decidiram levá-la até à linha de estacionamento dos B-25 logo após o jantar para não despertar a atenção dos curiosos. Ela constatou o fato. As lágrimas verteram de seus olhos quando viu à sua frente, pintada ao lado do número 5079, a inscrição "Maria Boa".
O mito "Maria Boa" rendeu trabalhos acadêmicos o de Maria de Fátima de Souza, intitulado: "A época áurea de Maria Boa (Natal-RN 1999)". O trabalho aborda o "fenômeno da prostituição infanto/juvenil, suas conseqüências e causas no desenvolvimento físico e psicossocial de crianças e adolescentes (...). Com o aprofundamento dos estudos percebemos o importante papel dos bordéis na prostituição, bem como o fechamento dos mesmos (...). Chegamos então ao cabaré de Maria Boa, já fechado. Tivemos, assim, a oportunidade de conhecer um pouco da saga da Sra. Maria de Oliveira Barros, uma profissional do sexo, com grande importância na história da prostituição de adultos, ou ainda, tradicional; das histórias contadas a seu respeito chamou-nos atenção para sua representação social, seu "mito" e sua ligação com o imaginário masculino. Com isso, passamos a averiguar mais profundamente uma participação na sociedade da época e buscamos reconstruir parte de sua história enquanto meretriz, cafetina, e proprietária da mais famosa casa de prostituição que o RN já conheceu."
O Professor Márcio de Lima Dantas publicou2002 o texto "Retratos de silêncio de Maria Boa". "(...) Para além da atitude ética de proteger sua família, o que faz parecer um jogo com a hipocrisia da sociedade, penso que, na atitude de se manter reservada, se inscreve outro aspecto digno de ser ressaltado. Falo do mito que entorna a personagem Maria Boa, de certa maneira, criada e ritualizada por ela mesma, dimensão de fantasia para além do empírico vivenciado. (...) Astuciosamente se fez conhecer por "Maria", o antropônimo mais comum no universo feminino, genérico e pouco dado a divagações semióticas. Ironicamente é o nome da mãe de Jesus... Quem não tinha conhecimento no Estado de uma proprietária de um requintado lupanar, e que se chamava Maria, a Boa. O mito, da constituição do éter, era aspirado por todos, preenchendo necessidades, ocupando lugares no espírito, imprimindo fantasias nos adolescentes, despertando em jovens mulheres às aventuras da carne, engendrando adultérios imaginários. Integrava, assim, o patrimônio individual e coletivo. (...)"
Eliade Pimentel, no artigo "E o carnaval ficou na memória" destaca a presença de Maria Barros nos carnavais de Natal: Lá pela década de 50, os desfiles passaram a acontecer na avenida Deodoro da Fonseca. Maria Boa desfilava com Antônio Farache em carros conversíveis, "
Em 2003 o cantor Valdick Soriano, quando entrevistado por Everaldo Lopes, registrou que quando esteve em Natal, pela primeira vez, cantou até para as meninas de "Maria Boa".
Maria Barros é história. Mesmo sendo paraibana é a Primeira Dama (ou anti-Dama) de Natal. Impera nas lembranças dos seus contemporâneos e se faz presentes nos prostíbulos que ainda resistem nas periferias da cidade ou travestidos de casas de "drinks" nos bairros mais nobres. Ela é citada no filme For All - O Trampolim da Vitória (vencedor do Festival de Gramado em 1997) de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz. O filme retrata a cidade do Natal em 1943 quando a base americana de Parnamirim Field, a maior fora dos Estados Unidos, recebe 15 mil soldados, que vão se juntar aos 40 mil habitantes da cidade.
Para a população local a guerra possuiu vários significados. A chegada dos militares americanos alimentou fantasias de progresso material, romance e, também o fascínio pelo cinema de Hollywood. Em meio aos constantes blecautes do treinamento antibombardeio, dos famosos bailes da base aos domingos, dos cigarros americanos, da Coca-Cola e do vestuário estavam os sonhos natalenses. Sem questionamentos, "Maria Boa" foi uma das principais atrizes no elenco desse belicoso teatro. A Primeira Dama Maria Boa... (*com notas do Blog).
Recebi de Pery:
Neto,
Eu tenho uma informação que poderá servir para enriquecer esse assunto Maria Boa.
Fui colega no colégio de Abílio Fernandes filho de Nezinho Fernandes, um dos Diretores da firma Fernandes & Cia, ligada ao comércio de algodão.
Abílio certa vez me contou:
"Maria Boa foi trazida de Campina Grande por Nezinho Fernandes (meu pai) para trabalhar como babá ou doméstica na residência dele. Com o decorrer do tempo, Nezinho avançou o sinal com a jovem Maria (ainda não era Maria Boa) e para não ter complicação com a família, conseguiu acomodá-la numa residência, naturalmente patrocinada por ele."
Abílio não adiantou mais nada, porém creio que a partir daí, Maria, uma mulher inteligente, em lugar de assumir a vida de prostituta, assumiu a de cafetina que era mais rentável.
Certamente foi aí que se tornou amante do Dr. Manoel Vilar, um médico oftalmologista, o único que havia em Natal.
É apenas um retalho da vida daquela que fez história em Natal com o nome de Maria Boa.
Pery Lamartine
Postado por Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto
Provavelmente muitos, principalmente os mais novos ainda não ouviram falar da foto "Maria Boa", e muito menos tiveram a oportunidade de colocar os olhos sobre ela que é o Troféu do Torneio Maria Boa, constituído de vários jogos que testam a intelectualidade e a parte física dos pilotos e que se tornou um símbolo dentro da Aviação de Caça.
Com a entrega da Base Americana para ao Brasil, os oficiais Graco Magalhães, Durval, Vercillo e Teixeira Rocha, passaram noites e noites procurando negativos de moças de Natal. E logo encontraram a foto da mulher nua, que um sargento americano garantiu ser de Maria Boa.
O Teixeira Rocha se apossou da foto, colocou num quadro de madeira e ficou com ela na sua mesa. Neste tempo ele comandou uma parte imensa da Base, o “Supply and Maintenance”, ou seja, Suprimento e Manutenção. Era um mundo e havia mais de 15 daqueles barracões de madeira com material sobressalente que teria de ser identificado, pois era muita coisa de B-17, de B-24, de C-46 e C-47.
Nessa ocasião, já estava criado o 5o Grupo de Bombardeio Médio, e o Grupo de Caça, constante com os P-40, foi transferido para o Rio Grande. Os P-40 foram levados por pilotos de Natal e o último deles foi levado pelo T. Rocha que gastou mais de 40 dias para voltar, retido por panes repetidas, e o material tinha que ser mandado daqui.
Pois bem, quando o T. Rocha chegou a Natal o quadro já havia sumido de sua mesa. Lá pelos idos de 1954, estavam os caçadores do 2o/5o G.Av. (por coincidência, comandados pelo então Major T. Rocha), em expediente normal, quando chegou o então Maj. Hipólito com o quadro da Maria Boa. Ofereceu-o como troféu a ser disputado pelo Esquadrão contra o 1o/5o G.Av., Unidade de B-25, então comandada pelo Maj. Carrão, numa partida de futebol de salão a ser realizada no Campo da Navy, pois ali residiam quase todos os oficiais das Unidades. Jogo disputadíssimo e decidido num pênalti contra o 1o/5o, O quadro passou a ser do 2o/5o. Posteriormente essa Unidade foi transferida para Fortaleza e levou o troféu e posteriormente ficou embutida em uma parede do 1o/4o G.Av. lá em Fortaleza.
Desde então as disputas não têm sido tão cordiais, valendo qualquer meio pela posse da "Maria Boa". Incluem-se aí "furtos" e "roubos", técnicas, aliás, largamente utilizadas.
O Esquadrão detentor do troféu obriga-se a guardá-lo dentro de suas dependências e fora de quaisquer cofres, mantendo acesa a chama pela sua conquista. Pode também levá-lo a prêmio, sendo, neste caso, quem define as regras da competição.
Desde 1989 (quando foi colocada em disputa pelo 1º GpAvCa) o 3º/10º GAv. tem a honra de ser possuidor de tão digno prêmio, e informa a todos os que porventura estejam interessados, que a fotografia, já bastante avariada, passou por uma restauração em Novembro de 1996. A foto original da "Maria Boa" é entregue ao vencedor do torneio entre os esquadrões e ocorre normalmente na "Semana do 22 de Abril” na Base Aérea de Santa Cruz.
Possuir a foto é sinal de prestígio dentre os diversos esquadrões, e representa uma das mais importantes tradições cultivadas pelos Caçadores. A regra diz que a foto pode ser "surrupiada" por qualquer um dos perdedores... por isso é mantida na maior segurança pelo detentor do Torneio.
(Fontes: Associação Brasileira de Pilotos de Caça /ABRA-PC e notas do Blog)
Postado por Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto.
Postado por
Joaquim Tur
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11:48
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