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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

GUIA DE TURISMO NACIONAL - SENAC/NATAL/RN

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O Senac RN iniciou ontem (18) o período de inscrições para o curso Guia de Turismo de Excursão Nacional. Os interessados têm até o dia 25 de agosto, das 9h às 20h, para comparecerem no Senac Centro e ou ao Hotel Escola Senac Barreira Roxa, munidos do recibo de pagamento da taxa no valor de R$ 10, cópia do RG e documento original, certificado do curso de guia de turismo regional , currículo resumido e comprovante de que está em dia com a mensalidade do SINGTUR-RN.

As provas serão realizadas no dia 26 de agosto e o resultado dos selecionados para as 30 vagas será divulgado no dia 31 do mesmo mês.

O regulamento pode ser acessado através do link www.rn.senac.br.

domingo, 1 de agosto de 2010

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN, PEDE S O C O R R O !!!! - TESOURO AMEAÇADO!!!

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A Fundação José Augusto ainda não tem previsão de quando vão começar os serviços de proteção contra incêndio e de conservação do acervo documental existente no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte - IHGRN. A FJA assumiu o compromisso de realizar as obras através de um Termo de Ajustamento de Conduta celebrado junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte que deu um prazo de 90 dias para serem realizados os serviços na estrutura física e 120 dias para fazer a digitalização das principais obras do acervo documental. Caso não haja a realização das obras no prazo previsto, poderá haver a aplicação de pena de multa de R$ 500 por dia.








Segundo o engenheiro Sérgio Wicliff, como o IHGRN não pertence à estrutura da FJA, a instituição não tem orçamento para isso e teve que solicitar do governo do estado dotação orçamentária no valor de R$ 100 mil para fazer os serviços na parte física e documental, "porque não se pode fazer licitação enquanto não tiver a disponibilização de recursos", disse o engenheiro.

O documento assinado pelo procurador João Batista Machado Barbosa e publicado na edição do Diário Oficial do Estado do dia 6 deste mês é resultado de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público em função das deficiências na infraestrutura do Instituto Histórico e a necessidade de digitalizar seu acervo para protegê-lo contra a ação do tempo e de insetos e poder disponibilizar ao público. Quanto às obrigações da Fundação José Augusto foram atribuídas com base nos problemas apurados durante o inquérito, levando em consideração ainda três fatores: o princípio jurídico da prevenção, a circunstância de que o Instituto Histórico é uma entidade privada filantrópica, sem recursos para as ações necessárias à preservação do seu acervo, e que este é patrimônio cultural de valor incomensurável, cuja proteção é direito de todos e dever do Estado.

Pesquisa

O Instituto Histórico recebe diariamente visitação de uma média de 30 pesquisadores, a maiorparte estudantes universitários e candidatos a concursos públicos. No momento da reportagem, o estudante do curso de história da UFRN, Fagner David da Silva, 21, que faz parte do Grupo de Pesquisa "Espaço na modernidade sobre a cidade de Natal de 1900 a 1940", realizava um levantamento historiográfico nas revistas do IHGRN. Segundo o estudante, a pesquisa sobre o "projeto Cidades técnicas da natureza e transporte terra e mar" será apresentada na 4ª Reunião de Historiadores na UFRN, quando pretende expor sobre o pensamento dos intelectuais acerca do tema, no período compreendido entre 1902 a 1950. "Quase todos os dias venho ao Instituto para pesquisar porque é um das poucas instituições que se preocupam em preservar a memória do estado", disse Fagner.





"Na matéria publicada hoje no Jornal Diário de Natal, nos causa estranhesa, pois não cabe na cabeça de ninguém um prédio como esse com um acervo riquíssimo que conta toda a História da Cidade do Natal e do Rio Grande do Norte, NAÕ TER SEGURO CONTRA INCÊNDIO E NEM SUA MANUTENÇÃO PRESERVADA!!!,só depois que aparecer um outro Nero e colocar fogo em tudo que iremos nos preoculpar em apagar e salvar os documentos que lá estão, quantas Militanas, Cornélios, Mestres Lucas terão que morrer, na miséria como morrerão pra depois vê que se podia ter feito alguma coisa, ou seja a mínima coisa para ajudar pelo menos na sobrevivência de uma cultura, história, numa educação, como adimitir que num Estado que tínhamos uma Professora como Governadora(Autoridade Máxima), estarmos na lanterninha na EDUCAÇÃO!!!,aí vem um outro e diz:" NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS..." tem a Santa Paciência!!!, Desculpe me os Amigos(as) Educadores, mas sem Educação, História e Memória não mudaremos NUNCA esse nosso PAÍS!!!, aqui fica meu protesto e repúdio, como Cidadão, Historiador e Educador, já dizia uma música de uma amiga mulher, negra e descriminada, " É na sala de aula que se faz um CIdadão é na sala de aula que se muda uma Nação" Leci Brandão, Cadê o IPHAN, Ministério da Educação, Cultura, Prefeitura Municipal, Câmara dos Vereadores, Assembléia Legislativa, Deputados Federais, Senadores isso sim é um problema de TODOS!!!, será que a Sociedade Civil terá que criar uma ONG para fazer as coisas que é obrigação dos Governos fazerem!!! ou seria dos desgovernos."
Joaquim Jr.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A TODOS OS AMIGOS E AMIGOS!!! UM 2010 CHEIO DE SAÚDE, PAZ E FÉ!!!

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Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.

Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

Amém!!!

São Jorge Rogai por Nós. Rogai por Nós.

sábado, 19 de dezembro de 2009

ESTE ANO, VAMOS COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DO MESTRE CASCUDO EM GRANDE ESTILO!!!

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domingo, 13 de dezembro de 2009

13 DE DEZEMBRO, NASCEU NOSSO REI!!! PORISSO É O DIA DO FORRÓ!!! E TAMBÉM SÃO 10 ANOS DE JOAQUIMTUR!!!

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Nesse ano de 2009, faz 20 anos que Luiz Gonzaga foi fazer forró no céu e também se comemoraria os 90 anos de Jackson do Pandeiro.

Os dois foram os grandes do forró, um o Rei do Baião, o outro o Rei do ritmo; mas ambos com um mesmo pensamento: levar a cultura da sua terra para todo o Brasil e o mundo.

De estilos e caminhos diferentes, os dois fizeram história e deixaram discípulos.

Gonzaga ficou mais conhecido na mídia, e Jackson fez seu nome entre os grandes da MPB. Todos queriam gravar com esses gênios da Música Popular Brasileira.

Então nessa edição do Um Forró por Dia, as homenagens são para Jackson e Luiz.

Serão três músicas de cada e uma homenagem que o Trio Nordestino fez aos dois líderes da música nordestina.

Artista: Luiz Gonzaga

Música: Baião de São Sebastião

http://www.4shared.com/file/43859797/f70aecea/12_-_luiz_gonzaga_-_baio_de_so_sebastio.html?s=1

Artista: Jackson do Pandeiro

Música: Forró do Bia

http://www.4shared.com/file/76792710/9ea703d0/Jackson_do_Pandeiro_-_Forr_do_bia.html?s=1

Artista: Luiz Gonzaga

Música: Saudade de Pernambuco

http://www.4shared.com/file/105845810/a8a32f92/Saudade_De_Pernambuco.html?s=1

Artista: Jackson do Pandeiro

Música: Mané Gardino

http://www.4shared.com/file/76846669/2f5ca6b7/Jackson_do_Pandeiro_-_Man_Gardino.html?s=1

Artista: Luiz Gonzaga

Música: Súplica Cearense

http://www.4shared.com/file/45495893/600fc836/03_-_Luiz_Gonzaga_-_splica_cearence.html?s=1

Artista: Jackson do Pandeiro

Música: Coco do Norte

http://www.4shared.com/file/46243340/7ab76acd/Jackson_do_Pandeiro_-_Coco_do_Norte.html?s=1

Artista: Trio Nordestino

Música: De Lua a Jackson

http://www.4shared.com/file/47934566/4628ce16/14_-_Trio_Nordestino_-_De_Lua_a_Jackson__Forr_da_Terra_.html?s=1

Itens relacionados:

1. Um Forró por dia - Gordurinha ...

2. Um forró por dia - saudades de Luiz Gonzaga ...

3. Um forró por dia - Chegou o mês de Santo Antônio, São Pedro e São João ...

4. Um forró por dia - Muito xote essa semana ...

5. Um forró por dia - Luiz Gonzaga - Hora do Adeus ...

*Fonte: http://www.forrojf.com.br/site/2009/06/2922/

** Dia importantíssimo pra mim também, pois neste dia fazemos 10 Anos de JOAQUIMTUR - Turismo Pedagógico, Cultural e Religioso!!! e como é árdua a batalha diária para poder manter uma agência, que prima de verdade sem demagogia, por Educação, Cultura, Religiosidade e acima de tudo por um preço justo, para que os pais possam e confiem que estão fazendo um investimento incalculável em confiar aos Cólégios/Universidade e a nossa empresa, autorizando assim, para que possamos levar seus filhos, para uma Aula Passeio(Aula de Campo/Aula Descoberta),para que não conhecemos a história da capitania de deu mais lucro no período holandês, somente nas apostilas e livros, como foi nossa última viagem do ano, com o Colégio Bereiano, então diante das dificuldades que temos e teremos, pois além de ser muito injusta a carga tributária para manter uma empresa de Fato e de Direito em nosso Brasil, existe uma concorrência desleal de agências de fundo de quintal, que não tem registro enquanto nenhum, sem guias especializados que é lei tê-los em cada saída da Capital do Natal, sem ônibus bons, hospedagens em lugares duvidosos e com um preço as vezes quase igual ao nosso, consegue fechar com as instituições, pena, para as mesmas, os pais e alunos.

Mas como o Sol nasce todos os dias para todos, dando um verdade show, enquanto a maioria da platéia está dormindo, seguiremos cantando com o Rei do Baião..." Minha vida é andar por este país, pra vê se um dia descanso feliz, guardando as recordações das terras onde passei..." e agradecer primeiramente a DEUS nosso Pai Maior, JESUS nosso irmão de todas as horas, a Maria, Mãe, Advogada e Protetora, ao Amigo espiritual "Salve Jorge!!!", aos meus pais(Nascimento e Graça) sem eles não estaria aqui, aos meus padrinhos(Anna e Camilo) e a minha familia(Jô-esposa e sócia, Clara e Pedro) em especial, pela renúncia de dias e dias sem eles, para que possamos realizar um trabalho sério!!! e a todos colégios, escolas, universidades que acreditam e confiam na gente, um muitíssimo, obrigado de coração!!!

Joaquim Jr.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SEMINÁRIO PARA GUIAS DE TURISMO VISANDO A COPA 2014

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SERÁ NO DIA 02 DE DEZEMBRO DE 2009, NO SENAC BARREIRA ROXA AS 19:00HS, ESTE SEMINÁRIO TERÁ AINDA A PARTICIPAÇÃO, CONFIRMADA DO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TURISMO SR.SOARES JR E DO COORDENADOR DE TURISMO, GUIA/PROFESSOR TEMILSON COSTA, SEM DÚVIDA ESTE SERÁ UM DOS MAIORES PARCEIROS QUE O SINGTUR/RN TERÁ PARA CAPACITAR OS GUIAS, VALORIZANDO ASSIM ESTA CLASSE QUE A MAIORIA DAS VEZES É ESQUECIDA PELOS ORGÃOS PÚBLICOS/PRIVADOS, PARABÉNS!!! JARBAS JR(PRESIDENTE SINGTUR/RN) E DIRETORIA PELA INICIATIVA E QUE VENHAM TAMBÉM OS CUROS DE LÍNGUAS ESTRANGUEIRAS, QUE A MAIORIA DOS GUIAS AINDA, NÃO OS TENS..., POR FALTA DE INICIATIVAS E PARCERIAS COMO ESTA.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PEDAGOGIA-UnP/JOAQUIMTUR

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DIQUE DO TORORÓ - UnP PEDAGOGIA
OUT/NOV - 2009

Na mitologia yoruba, Olorun é o deus supremo do povo yoruba, que criou as divindades chamadas Orixás, guardiões dos elementos da natureza, para representar todos os seus domínios aqui no aye. (em yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha). Também existem orixás intermediários entre os homens e o Deus africano, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte. Cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela.

Na mitologia há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros doOrun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").

Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).

  • Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.
  • Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
  • Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca
  • Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
  • Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
  • Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.
  • Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.
  • Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas.
  • Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do rio Níger
  • Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos.
  • Iemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos orixás.
  • Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.
  • Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.
  • Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.
  • Axabó, orixá feminino da família de Xangô
  • Ibeji, divindade protetor dos gêmeos
  • Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
  • Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
  • Onilé, orixá do culto de Egungun
  • Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.
  • Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.
  • OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.
  • Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
  • Oranian, orixá filho mais novo de Odudua
  • Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká
  • Olokun, orixá divindade do mar
  • Olossá, Orixá dos lagos e lagoas
  • Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio
  • Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro
  • Orixá Oko, orixá da agricultura.
  • Fontehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Orixá

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PARABENIZAMOS, ANNA MARIA CASCUDO BARRETO

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" E HOMENAGEAMOS A AMIGA CONFIDENTE, MÃE DE DALIANNA, NEWTON E CAMILA, MULHER DE CAMILO BARRETO, AVÓ, PROCURADORA, ESCRITORA/IMORTAL, FILHA AMADA DO MESTRE CASCUDO E DAHLIA E COM MUITA HONRA MADRINHA DA PRIMEIRA AGÊNCIA DE TURISMO PEDAGÓGICO DO RN A JOAQUIM TUR".
JOAQUIM JR.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vem aí... 6º Festival Gastronômico da Pipa 2009

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Na praia, nas ruas e em diversos lugares espalhados pela cidade, vocês terão música, dança, teatro, poesia e várias manifestações artísticas para o seu divertimento e prazer.
Nas Oficinas Gastronômicas serão oferecidas aulas práticas e palestras sobre os mais variados temas da gastronomia regional e internacional. Foram convidados Chefs de várias regiões do Brasil e da Europa que trazem as tendências da culinária moderna e as técnicas da cozinha tradicional.

São eventos simultâneos o "Degusta Pipa", "Concurso Novos Talentos" e "O Melhor Feijão da Cidade".

PROGRAMAÇÃO CULTURAL:

Música, Dança, Teatro e Poesia
Sábado, dia 10.
A partir das 13:00 h, na Praia da Pipa – Sueldo Soares
A partir das 17:00 h, Trupes da Luz interage com o público
21:30 h, no Palco Book Shop – Danilo Guanais e Álvaro Barros
23:00 h, na Praça do Pescador - Sueldo Soares.
Domingo, dia 11.
A partir das 13:00 h, na Praia da Pipa – Eu e meus Amigos
A partir das 17:00 h, Trupe/Performance interagem com o público
21:30 h, no Palco Book Shop – Uskaravelho acústico
00:30 h, na Praça do Pescador – Uskaravelho.
Segunda-feira, dia 12.
A partir das 13:00 h, na Praia da Pipa - Linha de Passe
21:30 h, no Palco Book Shop – Chaskys Instrumental
23:00 h, na Praça do Pescador – Hip hop e Clãdestino Rock.
Terça-feira, dia 13.
21:30 h, na Praça do Pescador – Chaskys Salsa.
Quarta-feira, dia 14.
21:30 h, na Praça do Pescador – Daniel Marron e Banda.
Quinta-feira, dia 15.
21:30 h, no Palco Book Shop – Chaskys Instrumental
00:30 h, na Praça do Pescador – Manifest’art.
Sexta-feira, dia 16.
20:00 h, no Palco Itinerante – Coronel Drake
21:30 h, no Palco Book Shop – Luis Dantas e Itanildo
00:30 h, na Praça do Pescador - Dodora Cardoso.
Sábado, dia 17.
A partir das 13:00 h, na Praia da Pipa - Dodora Cardoso.
A partir das 17:00 h, Performance e Lorotas interagem com o público
20:30 h, no Palco Itinerante – Banda Kentucky
21:30 h, no Palco Book Shop –Antonio de Pádua
00:30 h, na Praça do Pescador – Antonio de Pádua.
Domingo, dia 18.
A partir das 13:00 h, na Praia da Pipa - Isaque acústico
A partir das 17:00 h, Trupe e Performance interagem com o público
20:30 h, no Palco Book Shop – Isaque acústico
21:30 h na Praça do Pescador –Teatro Infantil.

PROGRAMAÇÃO GASTRONÔMICA

Sábado, dia 10.
19:00
Abertura do evento com preparação de um grande ensopado de frutos do mar, que será vendido a preços populares, e toda a arrecadação revertida para apoio ao projeto Afeto, com os chefes Eugênio Cantídio, François Schimitt, Lula Cabral, Nito Avelar e Tadeu Lubambo.
Domingo, dia 11.
16:30
"Degusta Pipa", comidas a preços populares, oferecidas na praça.
Segunda-feira, dia 12.

16:00 h Dia das crianças, oficina infantil com a Chefe de cozinha Cacau Wanderley.
Terça-feira, dia 13.
Dia livre.
Quarta-feira, dia 14.
20:00 h
escolha do “Melhor Feijão” da cidade.
Oficina “Comidas da história da Pipa – O frevilhado”.
Quinta-feira, dia 15.
17:30 h
Inicio do concurso “Novos Talentos”, apresentando:
Wellington Câmara e Raquel Silva
Curso de cozinheiro SENAC – Barreira Roxa, com o prato
“CAMARÃO COM ‘CHUTNEY` DE JERIMUM”.
Jonatã Canela e Pedro Kummer
UNP - Tecnólogo em Gastronomia, com o prato
“PASSAPORTE À PIPA”.
22:00 h Oficina apresentada pela Eloy Chaves, "Camarão aos Coqueiros da Pipa", com
Chef Erilson Bonifácio (RN) e Matias Cavalcante (RN).
Sexta-feira, dia 16.
17:30 h “Novos Talentos”, apresentando:
Patrícia Vieira Alves e Thiago Gomes
UNP , com o prato “PETIT GATEAU PAPA JERIMUM COM SORVETE DE NATA E COENTRO”.
Ian Albuquerque e Tulyane Bezerra
Curso cozinheiro SENAC – Barreira Roxa, com o prato
“COSTELA DE SOL BRASEADA”.
22:00 h Oficina “Harmonizando com pimentas”, lançamento das pimentas (saborizadas) marca Brasil Sabor, registradapela ABRASEL. Com os chefes Túlio Montenegro de Belo Horizonte eSamir Heckert, professor da UnP.
23:00 h oficina com Sandro Bianchini, chefe de cozinha executivo do Grande Hotel Campos do Jordão - Hotel-Escola SENAC- SP
Sábado, dia 17.
7:00 h “Novos Talentos”, com:
Andrew Young e Ingrid Vasconcelos
SENAC – Barreira Roxa, com o prato “JERIMUM SUFLÊ”.
Ângelo André A. Medeiros e Maria das Graças França
UNP , com o prato “DAME BLANCHE DE ABÓBORA”.
21:00 h Oficina do vencedor do concurso “Novos Talentos”
22:00 h Oficina / Aula “Tropicalização da cozinha portuguesa: a origem da cozinha tradicional nordestina, uma abordagem teórica e prática”, com Bruno Albertim e Izabel Dias.
23:00 h Oficina em homenagem ao ano da França no Brasil, com o Chefe François Schimitt.
Logo após, início da contagem de votos.
Resultados e entrega de prêmios. .
Domingo, dia 18.
É dia de relaxar e degustar!!!

AULA PASSEIO DO PHD AO SERIDÓ I (Carnaúbas dos Dantas, Acari e Currais Novos), FOI UM SUCESSO!!!

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

OS SANTOS BRASILEIROS-RELIGIOSIDADE

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"O brasileiro acordou para a causa dos santos"

Irmã Célia Cadorin, referência em canonizações no Brasil

A junta médica formada por especialistas das cidades de Varginha, Belo Horizonte (MG) e São Paulo debruçouse sobre o caso de Ana Lúcia Meirelles Leite e sentenciou: a mineira de Caxambu tinha um buraco no coração e precisava ser operada às pressas, pois havia risco de morte. Corria o ano de 1995, Ana Lúcia estava com 49 anos e os médicos sabiam que lutavam contra o tempo.

A dona de casa tinha uma doença grave conhecida como CIA, sigla para comunicação intra-atrial, que fazia o sangue venoso se misturar ao arterial, dificultava a oxigenação sanguínea e sobrecarregava o pulmão. A cirurgia foi marcada para o dia 17 de julho, na capital paulista. Um dia antes da operação, Ana Lúcia teve febre altíssima e o procedimento foi adiado em uma semana.

A partir daí, ela começou a apresentar uma melhora inexplicável. "A falta de ar e o cansaço que eu sentia e me impediam de fazer tudo diminuíram sensivelmente", lembra Ana Lúcia, que abandonou a ideia da cirurgia. Apenas em abril de 1996, por insistência do médico Ítalo Nicollielo, o primeiro a fazer seu diagnóstico, ela se A submeteu a uma bateria de exames diante do mesmo corpo clínico para avaliar, novamente, a necessidade de uma intervenção. A equipe constatou o fechamento da cavidade e a cura. "Não existe explicação científica para o que aconteceu", atesta Nicollielo.

Todos os créditos para essa história com final feliz são endereçados a uma mulata analfabeta, filha de mãe escrava e pai desconhecido, que ganhou fama na Minas Gerais do século XIX por seus conselhos sábios, sua devoção a Nossa Senhora e as graças que distribuía ao povo da região. Essa mesma mulher tem grandes chances de ser a primeira santa genuinamente brasileira - Madre Paulina, canonizada em 2002, realizou suas obras no País, mas é italiana.

Nascida Francisca de Paula de Jesus, na cidade de São João Del Rey, em 1810, venerada pelos fiéis como Nhá Chica, foi a ela que Ana Lúcia recorreu suplicando pela cura. "Rezava: 'Minha Nhá Chica, me deixa viver mais um pouco", lembra. "E ela deixou." Agora, a recuperação da mineira de Caxambu, com direito a depoimento do médico Ítalo Nicollielo, será anexada ao processo de canonização de Nhá Chica, já no Vaticano. O caso está sendo considerado, pelos postulantes da causa, como o primeiro milagre da mulata que viveu em Baependi.


Nhá Chica não é a única nessa corrida rumo à santidade. Existem outros candidatos a santo espalhados pelo Brasil. Nem todos estão tão bem encaminhados quanto ela, que é serva de Deus (leia quadro à pág. 95) e já tem parecer favorável do Vaticano quanto a um milagre. Mas o aumento dos processos nos últimos anos mostra que uma onda de canonizações nacionais se avizinha.

Não há um registro oficial de quantos processos de reconhecimento de santidade existem, já que cada uma das 258 dioceses do País se encarrega de tocar os seus. Sabe-se, porém, que, atualmente, há cerca de 60 causas em andamento. A estimativa é de irmã Célia Cadorin, 81 anos, a maior autoridade do País no assunto, responsável pela canonização de Madre Paulina, confirmada em 19 de maio de 2002, e de Frei Galvão, em 11 de maio de 2007.

A promoção de Nhá Chica, que faria companhia no mais alto dos céus a Frei Galvão, atualmente o único representante genuinamente brasileiro, começaria a fazer justiça à fé nacional. O Brasil é o maior país católico do mundo, com 145 milhões de fiéis. A Itália, por exemplo, com mais de 100 santos, tem apenas 57,7 milhões de devotos.

Questionada sobre as razões dessa distorção estatística, irmã Célia, que morou 20 anos em Roma, é categórica. "No Brasil ainda falta gente qualificada que entenda a importância e aceite a complexidade da burocracia da Santa Sé", diz. Ela mesma admite que, no começo da carreira como postuladora, há 26 anos, estranhava o rigor da Congregação para a Causa dos Santos, órgão do Vaticano que estabelece as regras para o processo de canonização.


Mas hoje entende. "Os santos são referências e a canonização é irrevogável", diz. "Todo cuidado é pouco quando o que se faz tem consequências eternas." O caminho, portanto, tem que ser difícil. Mas difícil não é impossível. E foi isso que a religiosa mostrou quando conseguiu canonizar Madre Paulina e Frei Galvão. "O brasileiro acordou para a causa dos santos", resume.

"Não existe explicação científica para o que aconteceu com Ana Lúcia"
Ítalo Nicollielo, médico

Baependi, localidade no sul de Minas onde Nhá Chica construiu sua obra, está mais do que desperta. Embora já não participe da vida da cidade há 114 anos - ela morreu em 1895 -, as histórias da mulata milagreira continuam vivas por lá.

No município de 20 mil habitantes, onde as mortes são anunciadas pelo sistema de altofalantes instalados em duas igrejas, os mais idosos permanecem como guardiões dos casos mais interessantes da mulher que, de tão santa, chegava a levitar, garantem seus devotos. O excomerciante César Solmé, 93 anos, conta que recebeu pelo menos duas graças. Uma foi ter sobrevivido a um ataque do coração e outra foi ver o filho sair ileso de um grave acidente. "Componho sonetos e músicas para ela", afirma.

Com a canonização de Frei Galvão, as pessoas viram que um homem que teve a vida marcada pela história nacional - seu pai o matriculou na ordem franciscana temendo a perseguição dos jesuítas pelo marquês de Pombal, por exemplo - podia ser santo.

E essa aproximação também ajudou a desmistificar a figura do santificado, tido como uma pessoa perfeita. Esses dois fatores foram decisivos para a explosão que se vê nas candidaturas hoje. De repente, o pároco da cidade, a freira e até as pessoas comuns passaram a ser vistos como candidatos em potencial. E figuras que eram santificadas pelo povo, mas ignoradas pela hierarquia católica, começam a buscar seu lugar no céu.

Um dos melhores exemplos de força da fé popular vem do Ceará e tem um nome bastante conhecido. Padre Cícero ou simplesmente Padim Ciço. Ele nasceu Cícero Romão Batista, no município de Crato, em 1844, e foi político e líder religioso ao mesmo tempo. A fé em torno de sua figura é tamanha que se criou uma espécie de mitologia própria, com histórias que beiram a fantasia.

"Isso pode ser negativo", ressalva irmã Célia. Segundo ela, quando a história de um candidato a santo é aumentada na fé popular sem que haja documentação para prová-la, fica difícil dar início a um processo de canonização. "Mas sei que tem gente trabalhando no Ceará para levantar documentação do padre Cícero", revela a religiosa. "E ele é um forte candidato."

Segundo os especialistas, a lógica da santificação é simples: quanto mais postulantes, mais chances. Afinal, como disse o papa João Paulo II, o pontífice que mais canonizou santos - 482 em 26 anos de pontificado -, em sua visita ao Brasil em 1991, o Brasil não precisa só de santos, o Brasil precisa de muitos santos.

A diocese de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, seguiu à risca a orientação papal. Poucos casos estão tão bem documentados quanto o do padre Donizetti, que foi pároco de Tambaú, cidade de 22 mil habitantes distante 270 quilômetros da capital paulista, de 1926 a 1961. O processo pela canonização do religioso, nascido Donizetti Tavares de Lima, em Santa Rita de Cássia, Minas Gerais, foi aberto em 1982.

Ele sofreu algumas interrupções, mas foi retomado com força depois da canonização de Frei Galvão. Hoje, Tambáu respira padre Donizetti. Casas, lojas, hotéis, restaurantes e as onipresentes sorveterias locais exibem, orgulhosos, a imagem do candidato a santo, que teve seu processo encaminhado a Roma no dia 14 de setembro. "Em Tambaú, falar das graças do padre parece conversa de boteco", brinca Anderson Donizetti Ramos da Silva, 36 anos, sobre o assunto preferido da população local.

Estima-se que hoje, no Brasil, existam 2,7 milhões de Donizettis com menos de 45 anos. Na cidade, é verdade incontestável que todos foram batizados para homenagear o pároco. Há até a Missa dos Donizettis, feita anualmente no Santuário Nossa Senhora Aparecida. Donizetti Batista Prado, 53 anos, empresário da cidade, é presença garantida.

"Minha mãe tinha sofrido complicações durante a gravidez da minha irmã, nove anos mais velha do que eu", explica. Os médicos disseram que Ilda Prado, hoje com 82 anos, não poderia mais ter filhos. Mas, contrariando os prognósticos, ela engravidou. Prado veio ao mundo em 3 de janeiro, a mesma data de nascimento do pároco, que foi seu padrinho de batismo


Empresário, ele dedica seu tempo à administração da associação que reúne não só histórias, mas também fundos para a canonização do religioso. Fazer um santo, além de dar trabalho, custa caro - pelo menos R$ 90 mil. "Mas estamos em uma situação confortável", diz Pieruzzi. Segundo suas estimativas, a associação tem cerca de 400 filiados que pagam uma taxa anual de R$ 25 e se comprometem a ajudar sempre que há alguma despesa imprevista. "Estamos com R$ 57 mil em caixa", conta.

Transformar um homem em santo é um processo demorado, cansativo e meticuloso (leia quadro à pág. 94). São, pelo menos, 12 anos de dedicação para alçar uma pessoa a essa condição. E quase nunca se executa todo o trabalho de maneira contínua. Os processos sofrem interrupções das mais variadas naturezas. Às vezes, o postulador passa anos em busca de um documento.

Outras, o dinheiro de quem financia a causa - uma ordem ou congregação religiosa ou doações de devotos para a diocese - acaba. Não raro, o próprio postulador morre e o Vaticano ordena o fechamento até que alguém com competência reconhecida se disponha a assumir o processo. Um exemplo emblemático é o da canonização do beato José de Anchieta.

Foram 378 anos de trabalho marcados por interrupções que chegaram a durar mais de 100 anos. "A Igreja não tem pressa", diz irmã Célia. A Igreja também é democrática no acolhimento das candidaturas. Há crianças entre os postulantes, por exemplo. Uma delas é Antônio da Rocha Marmo, que nasceu em 1918 na capital paulista e morreu de tuberculose aos 12 anos. "Estamos esperançosos", afirma o padre Paulo Afonso Alves Sobrinho, vice-postulador do processo.

"Quando o caso não exige relatos de quem viu o candidato a santo em vida, as coisas fluem com mais tranquilidade", explica. A onda de devoção em torno de Antoninho existe desde a década de 30 - foi ela que empurrou a causa adiante. Mas só em outubro de 2007 começou o processo formal, acolhido pelo Vaticano: Antoninho já é servo de Deus. Irmã Dulce, a freira baiana visitada em duas ocasiões pelo papa João Paulo II, é outra que está bem encaminhada.

A religiosa que nasceu em 1914 e morreu em 1992 foi declarada venerável em janeiro deste ano. Agora basta comprovar um milagre para que ela se torne beata. "Temos duas histórias fortes que contam curas inexplicáveis", revela Oswaldo Gouveia, que coordena a divisão de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Segundo Gouveia, os dois casos escolhidos foram pinçados de um catálogo de quatro mil graças registradas no memorial instalado na Bahia.

Como o Vaticano ainda não avaliou os casos, eles permanecem em sigilo. Mas sabe-se que uma das histórias trata de uma complicação aparentemente irreversível durante um parto. "A mãe teve hemorragia grave e estava desenganada", conta Gouveia. A mulher, então, invocou irmã Dulce e se salvou.


Todos disputam relíquias do padre. Quando vivo, o sacerdote não aprovava essa reverência. Pedia que quem recebesse graças invocando seu nome as atribuísse a Nossa Senhora. Até que, em 1954, um vendedor de vinhos chamado Constante Marcassa visitou o padre reclamando de fortes dores no joelho.

Com uma bênção, a dor se foi. "Como comerciante, ele viajava muito e espalhou a história", diz Francisco Donizetti Sartori, que integra a comissão histórica pela causa. Em pouco tempo, Tambaú virou um centro de romarias. No auge, em 1955, um rio de gente desaguava dos trens da linha Mogiana, inundando com 30 mil romeiros a cidade que então tinha pouco mais de 18 mil habitantes. A maioria das curas atribuídas a ele teria se dado durante essas peregrinações. São milhares de muletas, centenas de garrafas de aguardente, óculos de grau e partes do corpo humano em cera guardados na casa como testemunhos dos milagres.

Apenas duas histórias de milagres, comprovadas por centenas de documentos e análises médicas e teológicas, são necessárias para o Vaticano referendar a santidade de um candidato. Mas, normalmente, antes de o primeiro papel pousar na Cúria Romana, o povo já alçou seu santo ao altar. Caso do padre Bento Dias Pacheco, filho único de família rica que nasceu em 1819, em Itu, a 90 quilômetros da capital paulista.

Para ele, a vida se resumiu a banhar, alimentar e limpar as feridas de um grupo de párias: os leprosos. "No começo, padre Bento tinha nojo dos infectados", admite Maria Claudete Camargo, estudiosa do religioso. Mas ele superou os preconceitos e, aos poucos, tomou gosto pelo trabalho. "Essa é uma história de superação dos próprios limites", diz o padre Francisco Rossi, vice-postulador da causa do padre Bento.

Em pouco tempo, o sacerdote já abraçava e beijava os doentes, com quem dividia o mesmo teto. Apesar do contato direto, nunca contraiu a doença e morreu aos 92 anos. Seu último desejo foi ser enterrado no cemitério dos leprosos. "A gente sentia um misto de admiração e medo da história dele", diz Maria Lúcia Caselli, 76 anos, moradora de Itu desde 1938.

Em agosto de 1985 foi aberto o processo pela canonização do padre, na diocese de Jundiaí. Mas, como nos outros casos, foi só depois da canonização de Frei Galvão que a causa engrenou. "Em outubro de 2007 enviamos toda a documentação que reunimos ao Vaticano", afirma padre Rossi. Foram 27 pastas com documentos. Para muitos, tanto trabalho já deveria ter dado frutos. "Se ele fosse de alguma ordem ou congregação, as coisas talvez andassem mais rapidamente", polemiza uma admiradora. Mas paciência é fundamental em casos como esse.


Dedicação Irmã Célia Cadorin, a fazedora de santos, aconselha 30 das 60 causas que correm hoje no Brasil
A irmã Célia sabe disso. Embora não participe, oficialmente, de todos os processos que correm hoje no Brasil, ela é invariavelmente consultada por quem quer dar início a uma canonização.

Conhecida como a fazedora de santos, a religiosa é referência no meio e não se incomoda em receber a todos. Mas hoje ela mesma reconhece as dificuldades que tem para trabalhar. Com problemas de locomoção desde um acidente sofrido em 2001 - ela se movimenta com um andador -, a freira se esforça para passar tudo o que aprendeu aos futuros postuladores brasileiros.

A preocupação em criar uma onda de canonizações é tamanha que até o final do ano espera lançar uma apostila com cerca de 40 páginas detalhando, em português, o passo a passo para fazer um santo. "Com o avanço da ciência, que tem explicação para tudo, está cada vez mais difícil provar milagres e fazer santos, mas é um trabalho que vale a pena", diz.

A julgar pela quantidade de candidatos à santificação no País, não é só ela que pensa assim. Com trabalho sério dos postuladores e boa vontade do Vaticano, o Brasil está bem encaminhado. Afinal, tudo indica que nossos santos de casa fazem milagre sim. Só falta o reconhecimento formal.

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2082/artigo153143-3.htm