quarta-feira, 6 de julho de 2011
O CANTOR E COMPOSITOR LENO AZEVEDO EM MEMÓRIAS CAPITAIS PELO ITAÚ CULTURAL, LANÇA DVD EM 21-07, NO TAM.
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Joaquim Tur
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17:07
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JOAQUIMTUR INDICA - LUCINHA LIRA IN CANTO, em apoio à HATMO - Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea do RN.
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Joaquim Tur
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16:52
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terça-feira, 5 de julho de 2011
CICLO DE PALESTRA SEBRAE/RN
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Joaquim Tur
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20:59
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ANIVERSÁRIO DA CASA DO BEM - 1º ANINHO AGENTE NUNCA ESQUEÇE!!!
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A Casa do Bem sempre tem tanta coisa para contar que fica com medo de esquecer tantas bondades que fazem e que gostamos de narrar pois, é bom espalhar o doce frescor do positivismo pelos quatro cantos do globo para fazer o contraponto as ruindades que andam sujando a aura da nossa amada moradia, a Terra.
A Casa do Bem fica na rua João XXIII, 1719 - perto da Via Costeira. Precisa levar algo? Se quiser ajudar nossa festa deixe antes do dia 15 ou no dia 15 mesmo pela manhã ou tarde: refrigerantes, água mineral, salgadinhos variados desses de padaria, cachorro quente, pipocas, bolas de encher, copos descartáveis, bolos, guardanapos, talheres de plástico, coisas assim, simples mesmo ou então ajuda em dinheiro para outras despesas. Já temos ajuda da Iluminar de Bruno Giovani e de Rodrigo Cruz para o som, quem puder nos ajudar com tendas, agradecemos.
Então não esqueçam: todos convidados!
- Foi realizado domingo o Arraiá do Bem - Casagrande Sweet Homes, uma gentileza do casal amigo Caio Fernandes/Luciana Flor, com apoio de outros parceiros, tendo Juliska Azevedo/Pedro como madrinha e padrinho, Canindé Soares nas fotos e muita diversão, comidas, quadrilha, presentes e, no fim, Caio Fernandes surpreendeu todos anunciando a entrega de R$ 300,00 mensais até dezembro para o jovem que conseguir sensibilizar uma comissão julgadora com sua história pessoal. Foi dez e todo mundo saiu feliz do Casagrande. Grato amigos do bem.
- Recebemos doações de Ramona Luz, dos amigos Cláudio Onofre, Rodrigo Pufal, das amigas do Crocokids Joana Fernandes e Danielle Acioly, do GACC, apoio para o CD do Bem de Fernando Mineiro, Henrique Muniz (Braseco), Carly Hazbun (Construtora Hazbun), Betuca do Iate Clube, do Contemporâneo, Studio Promídia com Dudu Taufic e Paulo Milton, Paty Matoso do hotel Thermas, do amigo Padang da Banda Cavaleiros do Forró, das amigas Renné e Andreia da Cyrela e de Neiwaldo Guedes da Espacial Eventos.
- Para a festa de aniversário já temos apoios de Haroldo Filho, Josianne Louvian, Idaisa Fernandes, João Henrique Lins Bahia, Igor Henrique, Themis Marinho, Olavo, Roberto da Água Mineral Santa Maria e vários outros que estão chegando.
- Nosso time de futebol da Escolinha está a mil participando de vários torneios e ganhou um recentemente.
- Nosso Karatê do Bem continua precisando de quimonos.
- Nossa TV quebrou, quem tiver uma para doar estamos aceitando, como também ventiladores, aqueles lances que seguram as partituras para as aulas de violão, material de limpeza sempre.
- Realizamos na Casa do Bem uma feijoada em prol do hip-hop.
- No próximo boletim vamos falar de uma ação levada pelo amigo Rodrigo Cruz, um mágico invocado, aguardem.
- Vamos levar jovens para um jogo do ABC dentro do nosso aniversário de um ano, Alan Oliveira está organizando isso.
- Nossa voluntária alemã Pia fez sua despedida dos alunos de inglês, vai dar um giro pelo Brasil e, em agosto, volta para a nossa grande despedida do bem. Vai deixar saudades.
- O amigo Cid Montenegro conseguiu uma camisa autografada por Ronaldinho do Mengão para a Casa do Bem, vamos sortear e a entrega vai ser no evento Mengão do Bem reunindo os fãs do Flamengo em grande festa com documentários, palestras, várias coisas do mengão, aguardem cartas.
Ajude com nossa festa de um ano - ligue 3202-3441 - fale com Elizabeth, precisamos também de ajuda financeira na conta 26847-X - agência 1668-3 - Banco do Brasil, a manutenção de nossa ONG e de suas ações humanitárias é basicamente feita pelos amigos do bem, seja um dos nossos colaboradores, aproveitamos para agradecer apoio que estamos recebendo de: Maria Santos, Joacir Santos, Armeli Brennan, Maria Eliza, Nelio Wanderlei, Patricia Karla, Patricia Albuquerque, Benilton Lima, Amilson Carlos, Maria Fátima, Denis Job, Anne Cassia, Lilian Rezende, Flávio Rezende, Fernando Rezende, Jorge Rezende, Fernando Rezende Filho, Maria Izabel, Kacianni Sousa, Cecy Oliveira, Maria Luisa, Maria C F Menezes, Rodrigo A L, Rummenigge, Milton França, Eduardo Augusto, Marcos Andrey, Dayse David, Antonio C Oliveira, Herminio Brito, Vera Bezerra, Andre Saraiva, João TAvares, Marília Sá, Fernando Bezerra, Diana Fátima, Apurn, Consórcio Eldorado, Natal Cap, Rede de Postos São Luiz, Marise Costa, Rosado, Dalila Rocha, Magaly Cristina e tantos outros que ajudam no site tanaiska e em nosso próprio site que agora tem o sistema de ajudar clicando no pag-seguro com débito em conta ou no cartão de crédito.
GRATO A TODOS e ao amigo Nelson Freire pela produção do CD do Bem e a Pedro Mendes que cantou também.
www.casadobem.org.br
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Joaquim Tur
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20:16
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NATAL - CAPITAL NACIONAL DO FOLCLORE OU "AGOSTO DA ALEGRIA?!"
0 comentáriosChova ou faça sol, Natal vai mesmo se transformar na capital do folclore no próximo mês de agosto. Se grande ou pequena, depende do tamanho das parcerias. Pelo menos essa é a intenção da Fundação José Augusto, que está canalizando todas as energias possíveis para promover intensa programação durante o evento batizado de "Agosto da Alegria". No início, chegou a se cogitar que a iniciativa teria abrangência internacional, mas, na medida que os preparativos avançam, os limites vão se impondo deixando a festa mais modesta.
O "Agosto da Alegria" pretende promover, de forma descentralizada, mais de 30 atividades gratuitas em pontos espalhados pela cidade - principalmente nos bairros da Cidade Alta e Ribeira e zona Norte. O desafio é ousado, pois a FJA também esbarra na tentativa de incrementar o ainda incipiente turismo cultural e incluir Natal nos roteiros nacionais. "A cultura e o artista popular serão as estrelas principais do projeto, que concentrará iniciativas de várias secretarias estaduais entre 5 de agosto e 4 de setembro, período visto pelo setor turístico como de baixa estação", adianta a produtora Daniele Brito, responsável pela organização do quebra cabeças que será a programação.
"Como o evento não tinha dotação orçamentária específica, estamos formalizando parcerias com diversas instituições (públicas e privadas) para arcar com parte das despesas", disse a produtora. Segundo Daniele, o "Agosto da Alegria" funcionará como aglutinador de eventos que antes seriam diluídos ao longo do segundo semestre - concentrará ações das secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública e Agricultura. Idema, Fapern, Emater, Sethas e UERN também estão envolvidos, assim como a Fundação Cultural Capitania das Artes, Sebrae, Sesc e UFRN.
"Cada órgão e instituição irá canalizar atividades que podem se encaixar dentro do contexto do evento. Por exemplo, a Saúde promoverá debate sobre 'Medicina popular e ciência', a Uern realiza debate sobre arte educação no ensino médio e a Sethas irá montar a Feira dos Municípios", exemplifica. Mesmo sem orçamento específico, a estimativa é que a FJA invista R$ 250 mil no "Agosto da Alegria", mais R$ 100 mil para shows nacionais previstos no edital do Projeto Seis e Meia.
A empresa R.S. Promoções e Eventos, vencedora do pregão presencial realizado na última segunda-feira (27), ainda não homologou contrato com o Governo Estadual, mas o produtor Ricardo Siminéia adiantou à TRIBUNA DO NORTE que apresentou no processo apresentado na licitação cartas de intenção de alguns artistas sugeridos no edital, só que não soube informar quais desses nomes estão na relação encaminhada à FJA. "Foram muitos artistas e não sei precisar quais desses deram retorno", informou. "Ainda não tenho nenhum nome confirmado", disse.
Comissão Estadual do Folclore
Um detalhe importante envolve a realização do "Agosto da Alegria": a Comissão Estadual de Folclore, presidida pelo estudioso Severino Vicente, não está envolvida no evento. Vicente, que tem críticas quanto ao formato e o próprio nome, preferiu não dar declarações a respeito. Outros membros da Comissão colaboram com a produção de maneira informal. "Foi formada outra comissão organizadora para gerenciar todas as atividades", disse Daniele Brito.
Essa comissão é formada por pessoas de todas as secretarias envolvidas.
Circuito de brincantes
O 15º Encontro de Cultura Popular, já parte do calendário de eventos da FJA, e a primeira edição do Circuito de Brincantes do Brasil, também estão programados. Este último ganha primeira edição. Apesar da programação final não estar fechada, alguns grupos já foram confirmados: Pastoril Dona Joaquina, de São Gonçalo do Amarante (grupo homenageado no 47º Festival Nacional de Folclore em Olímpia, SP, a ser realizado entre 23 e 31 de julho); Pastoril Estrela do Mar de Barra de Maxaranguape; Pau Furado de Macaíba; Congos de Calçola da Vila de Ponta Negra; Coco de Zambê de Tibau do Sul; Caboclos de Major Sales; Cabocolinhos de Ceará Mirim; Barndeirinhas de Touros; Araruna do bairro das Rocas e o Boi de Reis do Mestre Manoel Marinheiro, sediado em Felipe Camarão. Esses nomes foram selecionados pela comissão a partir do Registro do Patrimônio Vivo - RPV, lista formada por grupos tradicionais em atividade no RN.
Os convidados de fora já articulados são os Congos de Oeiras (PI), Cavalo Marinho Boi de Ouro (PB), Cacuriá de Dona Tetê (MA), e o Maracatu de Baque Solto Cabinda Brasileiro (PE). A produção do evento está contactando o Grupo de Guerreiros (AL), Caninha Verde (CE), o fandango Parafusos (SE), e um grupo parafolclórico de Belém do Pará.
Locais
Entre os locais cotados para abrigar o evento estão as praças André de Albuquerque e Padre João Maria, largo Dom Bosco, Parque das Dunas, TAM e de Cultural Popular e Pinacoteca do Estado. Esses e outros locais como o Circo da Luz, o Sesc e a Uern na zona Norte, serão ocupados pela programação prevista, que inclui apresentações de grupos tradicionais e parafolclóricos; shows com artistas nacionais; exibição de filmes e documentários; lançamento de livros e livretos de cordel; realização de palestras e debates; e feira dos municípios.
"Ainda nem recebemos o edital e já estamos devendo"
Boa parte das atrações escaladas foram contempladas no edital Cornélio Campina, cujo pagamento está pendente desde 2009. Conforme texto do edital, todos os 25 grupos premiados precisam oferecer duas apresentações como forma de contrapartida e a FJA pretende utilizar alguns desses créditos n o "Agosto da Alegria".
"A Fundação precisa se esforçar para efetuar esse pagamento antes de agosto", salienta Daniele Brito, que defende a valorização dos grupos. "Não faria sentido festejar a cultura popular tendo essa pendência". Alguns desses grupos, inclusive, estão 'mulambentos' por falta de apoio e precisam dessa verba para reformar figurino e comprar instrumentos.
Nesta situação está o Congos de Calçola da Vila de Ponta Negra, ganhador do Prêmio Cornélio Campina: "Ainda nem recebemos o edital e já estamos devendo!", surpreende-se o Mestre Pedro Correia ao saber das intenções da FJA em acertar o débito de 2009 para não ter a obrigação do pagamento do cachê em agosto. "Quem me ligou foi a professora Teodora Alves, do Encantos da Vila (UFRN), convidando para uma palestra e apresentação em agosto, mas não sei dizer se é a mesma coisa desse evento", disse.
Já Dona Isa, viúva do Mestre Manoel Marinheiro e guardiã do Boi de Reis, se inscreveu no Cornélio Campina, não foi contemplada no edital, está na programação mas garante que ainda não recebeu nenhum convite formal. "Estamos esquecidos pela Capitania e a Fundação José Augusto, e espero que ofereçam um cachê para gente se apresentar", almeja.
Yuno Silva
repórter
http://tribunadonorte.com.br/noticia/a-festa-no-mes-da-alegria/187326
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Joaquim Tur
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
47ª edição do Festival Nacional de Folclore de Olímpia/SP - Festejados fora de casa
0 comentáriosO velho ditado popular 'casa de ferreiro, espeto de pau' ronda os grupos folclóricos e de cultura popular do Rio Grande do Norte, que pelejam para garantir o transporte e a participação na 47ª edição do Festival Nacional de Folclore de Olímpia, município do interior de São Paulo distante cerca de 450 km da capital paulista. Os potiguares serão os grandes homenageados do evento, a ser realizado entre os dias 23 e 31 de julho, mas, até o momento, apenas três, dos sete grupos do RN oficialmente escalados, estão com as passagens devidamente articuladas pelo Sesc Catanduva, também de São Paulo. Hospedagem e alimentação serão oferecidas pela produção do Festival.
Ou seja, apesar da homenagem prestada ao RN, os gestores locais ainda não confirmaram apoio. A caravana potiguar segue para Olímpia com 280 pessoas, de 22 municípios, levando na bagagem um pouco da culinária típica norte-riograndense, do artesanato, das manifestações populares e das tradições culturais que perduram de forma diferenciada no Estado - Boi de Reis, Pastoril, Congos, mamulengo, renda de bilro, rabecas, grude, tapioca, entre outras referências potiguares estão na lista.
"Os grupos de cultura popular do Rio Grande do Norte se destacam no contexto nacional por manter referências tradicionais arraigadas. Mesmo com o diálogo da cultura popular com elementos modernos, contemporâneos, é aqui que ainda são encontrados vestígios originais dos costumes seculares que desembarcaram com os ibéricos", festeja Sephora Bezerra, neta de Mestra e herdeira do Pastoril Dona Joaquina, de São Gonçalo do Amarante, grupo eleito como ícone principal do evento - inclusive, o cartaz oficial de divulgação traz estampada foto do grupo, que ainda aguarda confirmação de apoio por parte da prefeitura de São Gonçalo do Amarante para chegar até São Paulo.
Além do Pastoril Dona Joaquina, outros seis grupos deverão seguir para o interior paulista: o Pastoril Estrela do Mar, de Barra de Maxaranguape; os Cabocolinhos e os Congos de Guerra de Ceará Mirim. Os únicos que já estão de malas prontas, devido apoio do Sesc Catanduva (SP), são o Boi Calemba Pintadinho, também de São Gonçalo; e o Rei do Congo e Os Caboclos, ambos do município de Major Sales. "Esta semana deveremos receber respostas sobre as solicitações enviadas aos municípios que estarão representados no Festival", adianta Sephora, membro da Comissão Estadual de Folclore e integrante da equipe local de produção, equipe também formada por Ked Mendes, Wecsley Cunha e Márcia Moreno (representante da FJA).
O Instituto Câmara Cascudo - Ludovicus está na lista dos apoiadores, e a Fundação José Augusto se comprometeu em fornecer o material gráfico a ser distribuído durante o Festival, mas sem verba para as passagens; enquanto isso a Fundação Cultural Capitania das Artes adianta que não dispõe de recursos para colaborar com a viagem de outros dois grupos: o Araruna, das Rocas, e o Congos de Calçola da Vila de Ponta Negra.
É muito pouco diante da intenção das duas Fundações em querer transformar Natal na capital internacional durante o mês de agosto.
O galo branco e o pastoril
O Festival Nacional de Folclore de Olímpia escolheu o Pastoril Dona Joaquina (SG Amarante) para homenagear por causa da participação assídua do grupo nos últimos cinco anos do evento. Outro fator importante para a escolha do grupo é o trabalho desenvolvido com embasamento teórico. Munida de registros originais da avó e da mãe, a professora Sephora Bezerra, herdeira do Pastoril, resolveu retomar as atividades do grupo há cerca de sete anos. "O Pastoril Dona Joaquina passou 26 anos desativado, mas o grupo está renovado com a participação de filhas e netas de antigas pastorinhas. Trabalhamos na mesma linha dos mestres e estamos recuperando a paixão dos brincantes", comemora.
A figura do galo branco, visto como símbolo do artesanato e do folclore potiguar, será outro ícone bastante propagado durante o Festival.
Criado pela artesã Dona Neném, de Santo Antônio do Potengi, ainda na primeira metade do século 20, o galinho foi amplamente divulgado na época do então prefeito Djalma Maranhão. "Inicialmente a peça era utilitária, quando Dona Neném moldava uma bilha (quartinha) para guardar água no formato do galo. Só depois que o objeto passou a ser decorativo", disse Ked Mendes. "Ela fazia a peça com barro branco, e pintava motivos florais (xananas) com pigmentos orgânicos", disse. Mendes informou que o galo branco foi citado em livros por Câmara Cascudo, Deífilo Gurgel, Severino Vicente e Iaperi Araújo.
Durante o evento no interior de SP, os participantes receberão como lembrança um galinho branco de tecido produzido por professores de escola pública de Olímpia. Confira programação completa na página eletrônica www.folcloreolimpia.com.br.
Espaço potiguar vai de Cascudo a Veríssimo de Melo
A delegação potiguar, que propôs como tema central "Tradição e contemporaneidade do Folclore Potiguar", ocupará estande de 610 metros quadrados em Olímpia, batizado de "Espaço Luís da Câmara Cascudo".
Neste pavilhão serão montados espaços temáticos para ressaltar cada uma das vertentes propostas na programação: o "Espaço Veríssimo de Melo" abrigará seminários e palestras de nomes como o folclorista Severino Vicente e Anna Maria Cascudo Barreto; nos espaços "Maria do Santíssimo" e Chico Daniel" serão montadas 22 exposições fotográficas, entre as quais "Dona Militana: Imagens e Versos", "Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu - A Saga da Fé", "Cores do Folclore Potiguar" e "Brinquedos Populares Tradicionais Potiguares".
O "Espaço Dona Militana" engloba mostra de vídeos e documentários sobre Elino Julião, Chico Daniel, Chico Antônio, entre outros.
Jesuíno Brilhante e Fabião das Queimadas, na programação
O longa "Jesuíno Brilhante", de Willian Cobett e o documentário Fábião das Queimadas", de Buca Dantas, também estão na programação; no "Espaço Nísia Floresta" haverá lançamentos de livros; enquanto a feira de artesanato ocupa o "Espaço Dona Neném". A casa de taipa personifica o "Espaço Chico Antônio"; os artistas populares (rabequeiros, emboladores, mamulengos) estarão acomodados no "Espaço Fabião das Queimadas"; e a culinária típica está garantida no "Espaço Ginga com Tapioca"
Yuno Silva
repórter
http://tribunadonorte.com.br/noticia/festejados-fora-de
-casa/187020
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Joaquim Tur
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domingo, 3 de julho de 2011
JOAQUIMTUR lamenta a Modernidade sem Memória
0 comentáriosEstudiosos defendem que Natal deveria unir desenvolvimento ao respeito com seu patrimônio arquitetônico
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
O diálogo entre o velho e o novo foi marcado por desavenças ao longo da história. Quando a vivacidade do progresso brilha sobre as cores desbotadas da tradição, a sensação é de desenvolvimento, evolução. E na esteira dessas transformações, a identidade cultural construída junto a cada tijolo colocado na edificação se desmorona para ceder lugar a uma nova vida, sem personalidade ou memória. Nas últimas décadas Natal tem destruído sua história. E o obituário da arquitetura moderna da cidade está em vias de registrar mais um "arquiticídio": a demolição do estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o Machadão.
| Demolição do Machadão seria um exemplo do desprezo da cidade para com a arquitetura moderna Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press |
O desafio imposto a Natal é unir o desenvolvimento sustentável ao respeito com seu patrimônio arquitetônico. Este é o mote de artigo escrito pelos professores Maisa Veloso, Natália Miranda Vieira e Marizo Vitor Pereira, intitulado Crônica de uma morte anunciada: Arquitetura moderna em Natal x Copa de 2014. No trabalho, eles frisam: "Preservar o patrimônio arquitetônico não significa congelá-lo, transformá-lo em coisa imutável. Nem tão pouco exercitar 'meia preservação', acarretando prejuízo para a proposta arquitetônica original, em nome de uma pretensa requalificação". Não é o que se tem visto nas últimas décadas.
Os professores - todos eles membros do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFRN e do programa de pós-gradução - comentam que o acervo natalense da arquitetura moderna começa a surgir na década de 1950 influenciado pela "Escola Pernambucana" e de influências externas, a exemplo da "Escola Carioca". "Nesse cenário, destacam-se os arquitetos potiguares Ubirajara Galvão, Daniel Hollanda e Raimundo Gomes, formados pela UFPE; João Maurício Fernandes de Miranda e Moacyr Gomes, formados pela Faculdade Nacional de Arquitetura, então Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro". Mas a obra desses arquitetos, em maioria, foi demolida, desfigurada ou está abandonada.
Sociedade sem voz
O Machadão hoje é considerado descartável pelo governo, sem discussão sobre sua importância simbólica e patrimonial. Em seu lugar será construído um complexo multiuso, contendo uma nova arena esportiva. Na versão inicial, estavam incluídos hotéis, teatro, estacionamentos subterrâneos, prédios comerciais, shopping center e os centros administrativos do governo do Estado e da Prefeitura de Natal.
Como afirma a tese dos professores da UFRN, "o caso do Machadão é apenasum exemplo dentre muitas outras mortes que não foram sequer anunciadas, ou apenas comunicadas em breves 'notas de falecimento', em rodapés de um novo texto que está sendo escrito, de uma cidade historicamente ansiosa pelo novo e pela novidade".
E pergunta, após decisão de que não seria possível realizar a adaptação do estádio para a Copa. "Mas, como se chegou a esta decisão? Qual o seu fundamento? Que aspectos foram considerados? Que atores sociais foram consultados para uma tomada de decisão tão séria como esta?".
Arquitetura abandonada
A história é um livro aberto. E no capítulo de Natal, algumas folhas têm sido arrancadas, destruídas. O arquiteto Haroldo Maranhão aponta total desprezo na cidade. "Basta comparar com capitais vizinhas. Mesmo Fortaleza, mais jovem, preserva seu centro histórico. Recife, nem se fala. Aqui, a todo momento arrancamos a lembrança marcada em nosso álbum de família". E cita a má conservação dos prédios tombados ou mesmo os sem legislação que assegurem sua integridade.
"Falta política de preservação. A primeira intervação se deu na Rua Chile, em 1995. Depois voltou o abandono. Em 1999 a prefeitura promoveu concurso para revitalização da praça André de Albuquerque. E veja hoje como está. É preciso inserir na agenda da cidade a questão ambiental e cultural. Extinguir o conflito entre capital financeiro e capital cultural. Progresso é a harmonia entre desenvolvimento econômico, cultural e social", ressaltou.
Para ele, falta incentivo aos proprietários de prédios tombados, já que a edificação se desvaloriza pela proibição de reformas radicais, a exemplo da demolição para construção de espigões. Cita o prédio do antigo Arpege, cujo teto desabou pelo abandono. "A história não é só o que foi feito há séculos. A arquitetura moderna vem sendo destruída ou descaracterizada", alerta.
http://www.diariodenatal.com.br/2011/07/03/muito1_0.php



