sábado, 27 de fevereiro de 2010

FINAL DE SEMANA, NO PARQUE DAS DUNNAS, É CLARO!!!

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Dando continuidade ao projeto Bosque Encena, cujo objetivo é educar através de espetáculos que que agradem a espectadores de todas as idades, estamos apresentando na próxima manhã de domingo A Onça e o Bode, peça teatral produzida pela Cia. Gnomo Verde de Teatro com assessoria de Marcelo Veni, garantia de qualidade artística. Já apresentado em vários paldos do estado, conta com as atuações magistrais de Edir Ramalho e Hilton Lopo, que também assina a direção. A fábula busca ensinar que é através do respeito e do companheirismo que se consegue construir um futuro de paz e entendimento entre todos.
O Bosque Encena é um projeto patrocinado pelo Governo do Estado através do IDEMA e conta com o apoio do Parque das Dunas.
Show: A ONÇA E O BODE
Local: Anfiteatro Pau-brasil - Parque das Dunas
Av. Alexandrino de Alencar, s/nº
Data: 28 de fevereiro - domingo
Hora: 10h30
Preço: R$ 1,00 (um real)
Fone: 3201 4440
Camba significa amigo em um dialeto africano. A Banda Camba é o resultado da fusão dos talentos de Gilberto Cabral (trombone),Sérgio Groove (contrabaixo), Yrhan Barreto (guitarra),Walterkleyson (teclados) e Paulírio (percussão), todos músicos potiguares com muitas horas de palco, estúdio e estrada, que se reuniram para tocar o melhor da música latina. Como o Groove está "embarcado", será substituido pelo não menos competente contrabaixista Paulo de Oliveira. A banda vai apresentar no palco doAnfiteatro Pau-brasil um repertório com releituras de clássicos da música caribenha, além de arranjar e traduzir para versões "calientes", sucessos de nomes consagrados da música brasileira. Quem gostar de salsa, merengue e rumba, pode se dirigir ao Parque das Dunasnesse final de tarde de domingo, se entregar ao suingue da banda e terminar a semana apreciando o requinte e a técnica que essa cambada de músicos promete oferecer.
O Som da Mata é um projeto patrocinado pelo Governo do Estadoatravés do IDEMA e conta com o apoio do Parque das Dunas.
Show : BANDA CAMBA
Local: Anfiteatro Pau-brasil - Parque das Dunas
Av. Alexandrino de Alencar, s/nº
Dia: 28 de fevereiro - domingo
Hora: 16h30
Preço: R$ 1,00 (um real)
Fone: 3201 4440

SEMANA SANTA NO PORTAL DE GRAVATÁ/PE

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PALESTRA ABAV-RN/SEBRAE-RN

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Missa de 07 do Prof.GERALDÃO

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A familia ainda enlutada pela perda do Companheiro, Pai, Avô e Amigo, convidam a participar da Missa de 7 dia em memória do Professor Geraldo Evangelista(Geraldão), quem freqüentou Escola pública ou privada nas décadas de 80 e 90, não esqueceu, nem esquecerá do vozeirão e dos causos do Prof. Geraldão, que matou muitos ladrões de galinha apenas com sua voz... bastava perguntar??? "quem está ai..." A missa será amanhã dia 11/02(quinta-feira) na Capela do Campus Universitário às 18h, desde já a familia agradece a quem comparecer a este ato de Fé Cristã.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

PÔR DO SOL NO POTENGI C/ DODORA(IMPERDÍVEL!!!)

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AGENDA DE APRESENTAÇÕES

DIAS 27 E 28 DE JANEIRO DE 2010
*IATE CLUB DE NATAL -17h as 19


DIA 30 -REDINHA- 21h-PRAÇA DE EVENTOS



DIA 04/FEV-MERCADO PÚBLICO DE PETRÓPOLIS
*COM ORQUESTRA DE FREVO-HOMENAGEM A CHACRINHA


DIA 06/FEV-FESTA DE ANIVERSÁRIO DE CARLOS MAGNO (COLUNISTA DO JORNAL DE HOJE)


DIA 11/FEV-PRÉVIA CARNAVALESCA-21h
*BAR DO BELEZA EM PONTA NEGRA


DIAS 13 - 14 - 15 e 16 = CARNAVAL 2010
*LAGES DO CABUGI- PRAÇA PUBLICA


TODAS AS APRESENTAÇÕES TERÃO A PARTICIPAÇÃO DOS MÚSICOS:

ITANILDO SHOW - LUIZ DANTAS - JOÃO RABELO E OUTROS

CONTO COM VOCÊS!!!!!BEIJÃO

DODORA CARDOSO

3219 5467 E 8874 5467

COMBOIO HISTÓRICO - 29/10/2010

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Adeus, André da Rabeca!!!

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O rabequeiro solitário.

André da Rabeca, esquecido durante décadas, ganha fama após a morte
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br

A rabeca tem som fanhoso, rústico. É o primo pobre do violino. Quem escuta viaja pelo Cariri nordestino e encontra cirandas, xaxados, brincadeiras de roda. No último domingo, uma rabeca se calou. Ela era como seu dono: de melodia triste, surrada; parecia perdida na selva de pedras, longe do interior conhecido. André da Rabeca mais parecia uma estátua, dessas que de tão habitual à paisagem sequer é notada. Não fosse o som da rabeca tão triste quanto seu olhar, morreria feito indigente. E faltou pouco.

André lembrava pouco de sua própria história. Vivia perdido no tempo. Quando se achava era nas quatro cordas da Rabeca - quase uma namorada. Falava pouco e era difícil de entender. O olhar, mesmo estrábico, falava mais. E os olhos pareciam guardar as tristezas dos poetas nascidos tristes. Das lembranças insistentes, o nascimento no município de Santo Antônio do Salto da Onça, e a idade: 65 anos. Dizia também ser casado. Os três filhos moram no sítio da família, em Mendes.Lá, o rabequeiro cuidava do roçado quando moço.

André morava em Mãe Luíza antes do enfisema pulmonar fatal. Era para onde voltava após assistir durante algumas horas casais e famílias na sorveteria mais tradicional da cidade. Lá, sentado em bancada de alvenaria, dedilhava a rabeca esporadicamente. Tocava cirandas ou clássicos da música popular nordestina. Conseguia algum trocado, despejado em um boné velho. O dinheiro às vezes pagava o almoço do outro dia. Só às vezes. Era assim também no outro ponto fixo, na Cidade Alta, nas imediações da Princesa Isabel. Lá, o rabequeiro sentava no meio-fio da calçada e tocava para os passantes que só passavam.

Talvez, na juventude esquecida, nunca imaginara ganhar o sustento pela rabeca que sequer lembra como aprendera a tocar. De certo, alguma influência pernambucana. Muitas canções vêm de lá. A mulher não trabalha. Quando surge alguma encomenda, produz tamborete, mesa, cama... Foi o que André disse à revista Brouhaha em junho de 2008. Já naquela época, a repórter Patrícia Britto notara a cuspideira constante de sangue. André afirmara ter passado "um tempo no Hospital Colônia João Machado, e depois no Giselda Trigueiro".

Há bons meses, o repórter o encontrou no recanto habitual, na bancada da sorveteria. Era noite. O olhar era o mesmo, fixo em qualquer canto. Parecia perdido à procura do passado ou angustiado quanto ao futuro. Talvez fosse mesmo seu olhar naturalmente melancólico. Ao pedido de qualquer música de Lua Gonzaga, o rabequeiro encosta a rabeca descascada no pescoço e desliza o arco de crina sobre as cordas. Vem apenas a introdução de Asa Branca. André pára de súbito e volta ao olhar fixo, perdido. O repórter coloca a moeda no boné e após a saída do local, o rabequeiro retoma a música. Pareceu agradecimento pelo pouco ou quase nada.

Afora a matéria da Brouhaha, André nunca mereceu atenção da mídia. Tão logo se espalhou a notícia de sua morte, o microblog publicou lembranças do esquecido rabequeiro: "uma triste notícia". "A maior perda da cena cultural natalense desde Milton Siqueira"... No youtube, um vídeo gravado pelo paulista Ayres Marques - que marcou época em Natal nos anos 80, com o movimento cultural Babilônia - ultrapassou rapidamente os mil acessos. Mostra André Rabequeiro em performance no Dia da Poesia.

Em poucos dias, André da Rabeca será mais um José Helmut Cândido (o eterno carteiro de Cascudo, o filósofo das ruas), mais um mero personagem intrigante da história da província, esquecido ou apenas lembrado como uma imagem desbotada no meio da rua.

*Fonte: http://www.diariodenatal.com.br/2010/01/20/muito1_0.php